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Salgado Maranhão assume cadeira na Academia Maranhense de Letras

Poeta premiado internacionalmente reforça o valor da poesia brasileira ao ocupar a Cadeira nº 7, em cerimônia marcada por homenagens e reconhecimento

25/11/2024 às 10h41
Por: Douglas Ferreira
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Salgado Maranhão toma posse na Academia Maranhense de Letras - Foto: Reprodução
Salgado Maranhão toma posse na Academia Maranhense de Letras - Foto: Reprodução

Quem é Salgado Maranhão?

Salgado Maranhão, nome artístico de José Salgado Santos, nasceu em Caxias (MA) e é um dos grandes nomes da poesia brasileira contemporânea. Ainda jovem, migrou para Teresina, onde se apaixonou pela literatura lendo autores como Camões, Gonçalves Dias e Fernando Pessoa. Em 1972, foi incentivado por Torquato Neto a seguir para o Rio de Janeiro, onde consolidou sua carreira.

Maranhão é também compositor, com parcerias importantes na música brasileira, e tem reconhecimento internacional, com obras traduzidas em diversos idiomas. Ele recebeu títulos de Doutor Honoris Causa pela UFPI e UFMA, além de prêmios como o Jabuti (duas vezes), Pen Clube e o da Academia Brasileira de Letras.

Principais obras

Entre seus trabalhos mais notáveis estão:

  • Ebulição da Escrivatura (1978)
  • Mural dos Ventos
  • Sol Sanguíneo
  • Palávora
  • Ópera de Nãos

Seus poemas abordam temáticas como ancestralidade, cultura popular e questões sociais, com uma linguagem profundamente lírica.

Impacto da chegada à Academia Maranhense de Letras (AML)

A posse de Salgado Maranhão na Cadeira nº 7 da AML reforça o papel da instituição como guardiã de uma literatura rica e diversa. Sua presença representa o reconhecimento de uma trajetória que une o popular e o erudito, destacando o valor da poesia no cenário cultural. Maranhão traz para a AML um prestígio que transcende fronteiras, devido ao impacto de sua obra no Brasil e no exterior.

O que Salgado Maranhão diz sobre a conquista

Salgado Maranhão enxerga sua chegada à AML como uma honra e um marco em sua jornada literária. Ele destaca que ocupar uma cadeira em uma instituição como a AML é tanto um reconhecimento de sua obra quanto uma oportunidade de continuar contribuindo para a cultura e literatura brasileiras. "É uma conquista que celebra a palavra como elo entre o humano e o eterno", afirmou em entrevistas recentes.

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