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Complexidade humana?

Muito cuidado para não perder a sanidade mental!

14/06/2026 às 13h39
Por: Josenildo Melo
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Foto: https://universo.paulinas.com.br
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O que de fato significa? Refere-se à rede entrelaçada de fatores biológicos, psicológicos, sociais e culturais que formam a identidade de cada pessoa. Esse conceito une várias áreas, como a filosofia e a psicologia, indicando que o ser humano não pode ser reduzido a uma única característica ou explicação isolada.

O que o faz pensar nesse aspecto? Muita gente, nos dias atuais, vive dia sim, dia não, atrás de alguma alegria. Termina um jogo e já cria expectativa para o próximo. Mas a vida resume-se apenas a isso? A complexidade humana é tamanha que os seres humanos não podem cair no direcionamento de tentar viver apenas por viver. A maturidade significa justamente entender que nada é melhor do que um dia após o outro. A constância é algo que parece não combinar com a dualidade humana. Nem mesmo em mosteiros se consegue a tão sonhada estabilidade plena e saciadora que todo ser humano parece buscar continuamente.

A novidade é o grande motor da oxigenação e do estímulo cerebral. Encarar desafios e aprender coisas novas exige mais energia, o que força o cérebro a aumentar o fluxo sanguíneo e a criar novas conexões (neuroplasticidade). A constância gera automação e gasta menos oxigênio. Portanto, a vida se resume a um eterno equilíbrio. Alegria por alegria, e sua busca contínua, pode ser um mero engodo. Pois tudo na vida é passageiro, e não adianta brincar e dizer que tudo passa, menos o passageiro e o cobrador. Chega-se a um ponto da vida em que o ser humano tem de ter a capacidade de também vivenciar contradições, sofrimentos, tristezas e enfrentar certos perrengues; não há como viver eterna e constantemente de alegrias momentâneas.

Agostinho de Hipona viveu tão intensamente a vida mundana que chegou um momento em que disse: chega. E formulou uma frase muito conhecida no mundo intelectual: o homem somente se saciará plenamente em Cristo Jesus, Deus.

Ser jovem e ser velho diferem principalmente pelo tempo de vida, pela bagagem emocional e pela perspectiva de futuro. A juventude foca a descoberta e a construção de caminhos, enquanto a velhice é marcada pela consolidação de experiências, maior autoconhecimento e valorização do momento presente. O jovem vive orientado para o futuro, com muitos planos e a sensação de que há tempo ilimitado. O idoso tende a focar o presente e o passado, valorizando a estabilidade e a qualidade de vida.

A juventude é caracterizada por mais impulsividade, idealismo e ansiedade por aprovação. A maturidade traz maior segurança, paciência e resiliência para lidar com as adversidades. O corpo jovem passa por picos de energia e rápida regeneração. Na velhice, o metabolismo diminui, exigindo mais cuidados preventivos com a saúde, a nutrição e a prática regular de exercícios físicos. Jovens costumam ter menor aversão ao risco, o que impulsiona a inovação, mas também a inconsequência. Pessoas mais velhas priorizam a segurança e o conforto devido à experiência adquirida.

Complexidade humana? Em suma, o termo parece estar muito em voga nos dias atuais e tem ocasionado certas perturbações. Certo mesmo é que, quando somos jovens, o contexto é totalmente diferente de quando ganhamos mais idade e nos tornamos pessoas essencialmente maduras e experientes. E não adianta ficar remoendo passados bem ou mal vividos. A fé ajuda muito na consolidação dos valores e na certeza de que, no fundo, somos apenas pó e ao pó retornaremos.

Existem pessoas que, ao ultrapassarem os 50 anos, começam a valorizar muito mais o servir e a realizar tudo aquilo que possa edificar e transformar vidas. Homens resolvidos e maduros não precisam buscar vícios ou meros entretenimentos para se sentirem valorizados e realizados. A vida é o maior dom de Deus!

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Sobre Josenildo Nascimento Melo é jornalista, estudou direito, é Bacharel em Serviço Social pelo ICF - Instituto Camillo Filho. É também licenciado em Filosofia pelo ICESPI - Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí.
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