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Comportamento SEU VOTO?

De tudo, o que restou?

Pare. Pense. Reflita. Seu voto é secreto e livre!

03/10/2026 às 10h31
Por: Josenildo Melo
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Foto: https://www.acij.com.br/
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A certeza de que ninguém mais domina o pensamento da sociedade brasileira? Sempre é bom não subestimar o poder das pessoas inescrupulosas. Tudo ainda pode acontecer? Como andam os seus joelhos (coisas em que eles não mais acreditam)? Estão quase roxos de elevar suas orações aos céus? Continue firme.

A história demonstra que a vida dos cristãos não é nada fácil, e mais difícil ainda é quando se convive com todos aqueles que se dizem de Deus e na verdade somente Deus sabe se verdadeiramente pertencem a Ele. Teve de tudo nesta campanha eleitoral? O principal deles foi a velha mídia travestir-se de nova? Tentaram de todas as formas “jogar as cartas do sistema”? Mas que sistema é esse? É a desculpa para todos aqueles que desejam a vida confortável e o dinheiro fácil? Muito cuidado. De hoje para amanhã é que as coisas verdadeiramente acontecem? Não pense em você e apenas em sua família; pense no país!

E a reflexão para o XXVII Domingo do Tempo Comum? Não sejamos a vinha que não deu fruto nem os agricultores que não cuidaram dela, mas forneçamos frutos excelentes e, quando o Senhor nos pedir, apresentemos a parcela da Igreja a nós confiada com a beleza e com os frutos que o Senhor busca.

O Senhor investiu de modo extraordinário na vinha. Na época da colheita, ele deseja ver os bons frutos, mas nada encontra. Sua decepção é grande! Ele, percebendo que nada adiantou, derruba a proteção e a torna pasto. Ele havia dado o melhor: melhor cepa, melhor terreno, melhor sol, tudo do melhor. Sempre é bom lembrar: domingo não é apenas dia de votação; é o dia do Senhor.

De acordo com o Vatican News, a primeira leitura nos fala que Deus é o senhor e a videira são os israelitas. Tudo de bom foi investido neles, concluindo com a encarnação do Verbo. Ele colheu infidelidade, pessoas exploradas e oprimidas, mentiras, derramamento de sangue, uma liturgia formal e estéril, sem a adesão interior do coração.

O Evangelho nos relata a história de outra vinha, só que desta vez o desacerto não foi causado pela vinha, mas pelos agricultores. Do mesmo modo, enquanto a vinha simboliza o Povo de Deus, os agricultores simbolizam os chefes religiosos. Uma novidade: será o cuidado dos agricultores que fará com que a vinha produza boas uvas. Do mesmo modo, será a dedicação dos chefes religiosos de Israel que fará com que o Povo de Deus dê frutos.

O último versículo da primeira leitura nos diz quais são os frutos esperados: justiça e obras de bondade. Deus enviou, no momento certo, profetas que colheriam os frutos da videira, mas os agricultores os espancaram, apedrejaram e mataram. Finalmente, o vinhateiro, o dono da vinha, enviou seu filho, mas os agricultores o mataram para poderem se apoderar da vinha. Jesus, então, pergunta a seus ouvintes qual deverá ser a reação do dono da vinha.

Eles respondem que deveria mandar matar os homicidas de modo violento e passar a vinha a outros encarregados. Contudo, Jesus não caminha por essas sendas, mas leva seu auditório a fazer outro tipo de reflexão.

Jesus quer que seus ouvintes percebam que Deus é diferente e que sua reação será apenas passar a vinha para outro grupo de pessoas. Jesus está falando da missão do Povo de Israel, que deveria ter assumido a proclamação do Reino e que agora tem sua missão passada para os pagãos.

Assim também nós recebemos no batismo a missão de levar o Evangelho, de proclamar o Reino, de cuidar da vinha do Senhor. Se não o fizermos, não teremos respondido à confiança depositada em nós pelo Senhor. A vergonha será nossa por não termos respondido à altura da dignidade à qual fomos chamados, e a missão, que não pode parar, passará para outros.

Não sejamos a vinha que não deu fruto nem os agricultores que não cuidaram dela, mas forneçamos frutos excelentes e, quando o Senhor nos pedir, apresentemos a parcela da Igreja a nós confiada com a beleza e com os frutos que o Senhor busca. Essa parcela da Igreja é nossa família, nosso local de trabalho, os ambientes que frequentamos, ou seja, a parcela do mundo onde transitamos.

De tudo, o que restou? Recebemos a luz – a vela acesa – no dia de nosso batismo exatamente para isso: para iluminar nosso mundo com a luz de Cristo, com a justiça social, com a fidelidade a Deus e com o amor aos menos favorecidos.

Em suma, quem não gosta de receber um dinheiro que ninguém sabe de onde veio e que apareceu de uma hora para outra? Mas a questão não é o momento; é o desejo ético de construção de um mundo realmente melhor. Pare. Pense. Reflita. No momento, é você, Deus e a sua consciência. Seja honesto não apenas e tão somente com você mesmo, mas com a nação que realmente você quer reconstruir!

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Sobre Josenildo Nascimento Melo é jornalista, estudou direito, é Bacharel em Serviço Social pelo ICF - Instituto Camillo Filho. É também licenciado em Filosofia pelo ICESPI - Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí.
Teresina, PI Atualizado às 11h01 - Fonte: ClimaTempo
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