
Em dias de trevas, o que se faz necessário? Luzes. O jogar das luzes é essencial? O comportamento sacerdotal é algo preciso e deve ser regido não por meros interesses escusos e de uma vida plenamente confortável e distante da realidade das pessoas. Sacerdócio não é profissão. O sacerdócio é vocação. O sacerdócio católico é dom de Deus. Conheça um dos homens que se regeu pelo caminho da pregação correta e digna.
Fulton John Sheen (1895–1979) foi sacerdote, bispo, arcebispo, escritor e pregador norte-americano, além de um dos grandes comunicadores católicos do século XX. Ao longo de seis décadas de sacerdócio, dedicou sua vida ao anúncio do Evangelho, unindo a formação filosófica e teológica ao trabalho pastoral e a uma capacidade singular de apresentar os ensinamentos da Igreja de maneira acessível a públicos muito diversos.
Sua atuação passou pelo ensino, pela pregação, pelas missões e, de maneira especialmente marcante, pelos meios de comunicação. Autor de dezenas de livros, Sheen também levou a fé católica ao rádio e à televisão, alcançando milhões de pessoas nos Estados Unidos. Por trás de uma vida pública tão intensa, cultivava uma profunda vida de oração, tendo como prática diária a Hora Santa diante do Santíssimo Sacramento, à qual permaneceu fiel durante todo o seu ministério.
Fulton Sheen nasceu em 8 de maio de 1895, na pequena cidade de El Paso, no estado de Illinois, nos Estados Unidos. Filho de Newton Morris e Delia Fulton Sheen, era um dos quatro filhos do casal e tinha ascendência irlandesa. Ainda pequeno, mudou-se com a família para Peoria, cidade que teria grande importância em sua trajetória. Ali, estudou na St. Mary’s School e depois no Spalding Institute, onde concluiu os estudos secundários em 1913.
Sua formação prosseguiu no St. Viator College, em Illinois, onde obteve os graus de bacharel e mestre em Artes. Os estudos teológicos foram realizados no próprio St. Viator e no Seminário de São Paulo, em Minnesota. Em 20 de setembro de 1919, aos 24 anos, Fulton Sheen foi ordenado sacerdote para a Diocese de Peoria. Nos anos seguintes, continuaria sua formação acadêmica nos Estados Unidos e na Europa, preparando o caminho para a intensa atuação como professor, pregador e evangelizador que marcaria seu sacerdócio.
A capacidade de Fulton Sheen para a pregação encontrou nos meios de comunicação uma possibilidade de levar os ensinamentos da Igreja a um público muito maior. Sua atuação no rádio começou em 1930, com o programa The Catholic Hour, no qual tratava de temas ligados à fé, à moral e às questões de seu tempo. Ao longo dos anos, suas transmissões alcançaram milhões de ouvintes e fizeram de sua voz uma das mais conhecidas do catolicismo nos Estados Unidos.
Na década de 1950, Sheen levou esse apostolado para a televisão com Life Is Worth Living. Diante das câmeras, geralmente acompanhado apenas de um quadro-negro, apresentava temas filosóficos, religiosos e cotidianos, chegando a reunir cerca de 30 milhões de espectadores. O sucesso do programa lhe rendeu, em 1952, um Emmy de personalidade televisiva de destaque.
Paralelamente, manteve uma extensa atividade como escritor e pregador, publicando dezenas de livros e realizando conferências e retiros. Para Sheen, esses diferentes meios estavam a serviço de uma mesma missão sacerdotal: anunciar Cristo e tornar a fé católica conhecida e compreendida por aqueles que o ouviam.
Quanto mais se conhece, mais se vive. O livro A Imitação de Cristo é também um exemplo clássico do que deve ser feito para seguir fielmente a Cristo Jesus, Deus!
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