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Denúncias de assédio eleitoral dobram no Piauí às vésperas do 1º turno, diz MPT

Número de registros passou de cinco para dez em apenas 24 horas; Teresina concentra metade das denúncias

02/10/2026 às 19h00
Por: Redação GH1
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Denúncias de assédio eleitoral dobram no Piauí às vésperas do 1º turno, diz MPT

O número de denúncias de assédio eleitoral recebidas pelo Ministério Público do Trabalho no Piauí (MPT-PI) dobrou em apenas 24 horas, na reta final antes do primeiro turno das Eleições 2026. Até quinta-feira (1º), eram cinco registros. Nesta sexta-feira (2), o órgão contabilizou dez denúncias.

Dos dez casos registrados, cinco ocorreram em Teresina. As demais denúncias foram registradas nos municípios de Paulistana, Wall Ferraz, Picos, Barras e São Gonçalo do Gurguéia.

Segundo o MPT-PI, as denúncias estão relacionadas a situações de possível pressão, ameaça ou constrangimento de trabalhadores em razão de suas escolhas políticas. O órgão considera assédio eleitoral práticas como ameaça de demissão ou de outros prejuízos, promessa de benefícios condicionados ao voto, obrigatoriedade de participação em atos de campanha, uso imposto de material de determinada candidatura e perseguição ou discriminação por posicionamento político.

O procurador do Trabalho Igor Costa, coordenador regional da Coordigualdade, afirmou que o crescimento dos registros às vésperas da votação reforça a necessidade de os trabalhadores conhecerem seus direitos e denunciarem possíveis irregularidades.

“O voto é livre, individual e deve refletir exclusivamente a vontade do eleitor”, destacou o procurador, segundo o MPT-PI.

Plantão durante as eleições

Diante da proximidade da votação, o MPT-PI anunciou atendimento em regime especial neste sábado (3), véspera do primeiro turno, e no domingo (4), dia da eleição. O atendimento presencial será realizado das 8h às 17h nas unidades de Teresina, Picos e Bom Jesus.

As denúncias também podem ser encaminhadas ao MPT-PI pelo telefone (86) 3214-7500, pelo WhatsApp (86) 99544-7488 ou pelos canais oficiais do órgão.

O MPT reforça que empregadores têm direito às próprias preferências políticas, assim como os trabalhadores, mas essas preferências não podem ser utilizadas para pressionar ou condicionar a escolha política de quem está submetido à relação de trabalho.

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