
O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, afirmou nesta quinta-feira (10/10) que houve avanços no diálogo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) nos últimos dias. Segundo Rua, há um clima positivo entre as partes e expectativas de que o acordo de livre comércio entre os blocos possa ser fechado ainda este ano. “Há boa vontade de ambos os lados para encontrar uma solução conjunta”, destacou o secretário durante coletiva de imprensa.
Rua comemorou a conclusão da recente rodada de negociações entre Mercosul e UE, ressaltando que o documento acordado trata de temas importantes, como a sustentabilidade. “Hoje temos a oportunidade de ter um documento conjunto que aborde, entre outros pontos, a questão da sustentabilidade”, afirmou. Sobre o pedido de adiamento da lei antidesmatamento da União Europeia (EUDR), o secretário mencionou que a prorrogação ajudaria a ampliar o diálogo entre as partes, mas que as informações adicionais fornecidas pela Comissão Europeia ainda estão em análise.
O secretário destacou que o Brasil está disposto a participar ativamente desse processo de diálogo, sempre defendendo os interesses nacionais. Segundo ele, o governo vai ouvir o setor produtivo brasileiro para entender as especificidades e demandas frente às novas regras ambientais da UE. “O Brasil cumpre os mais rigorosos padrões socioambientais do mundo e está muito bem posicionado nas discussões agroambientais”, disse Rua.
Rua também comentou que, apesar das dificuldades que algumas cadeias produtivas possam enfrentar, a nova regulamentação da UE pode beneficiar o Brasil, colocando o país em uma posição competitiva. “Alguns setores produtivos acreditam que as diretrizes da União Europeia podem aumentar as exportações brasileiras, já que outros países terão dificuldades para cumprir as exigências”, afirmou, destacando a preocupação com pequenos produtores no processo de adaptação.
Por fim, o secretário reforçou que o Brasil está em uma posição privilegiada na geopolítica do agronegócio, que ele descreveu como “uma geopolítica de paz”. Para Rua, se o mundo reconhecer o papel do Brasil na segurança alimentar, energética e climática, o agronegócio brasileiro poderá expandir sua presença no comércio global, especialmente com a crescente demanda por alimentos e energia sustentável.
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