
A Polícia Federal recebeu da Interpol a confirmação de que os irmãos Ágatha Isabelly Reis Lago e Allan Michael Reis Lago não fazem parte do grupo de crianças e adolescentes encontrados em uma operação nos Estados Unidos. Ao todo, 163 menores foram localizados pelas autoridades norte-americanas durante uma ação realizada na Flórida entre 17 e 21 de agosto. Nenhum deles era brasileiro.
A possibilidade de os irmãos estarem entre as crianças surgiu depois que a mãe, Clarice Cardoso, viu uma fotografia divulgada após a operação e identificou características que considerou semelhantes às de Allan, de 4 anos. A família acionou a Polícia Federal para verificar a informação. Após o contato com o departamento da Interpol no Brasil, a hipótese foi descartada.
A família, no entanto, continua tentando ampliar as possibilidades de localização das crianças. Clarice pediu que os nomes dos filhos sejam inseridos na Difusão Amarela da Interpol. O mecanismo permite que dados sobre pessoas desaparecidas sejam divulgados entre países que fazem parte da organização e pode auxiliar na busca internacional. A solicitação ainda passa por análise da Polícia Federal.
Ágatha, de 6 anos, e Allan desapareceram no dia 4 de janeiro, em uma área de mata próxima à comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. O primo dos irmãos, Anderson Kauã, foi localizado com vida três dias depois, a cerca de quatro quilômetros do ponto onde as crianças sumiram. Desde então, equipes de segurança e voluntários participaram de buscas com diferentes recursos, mas os irmãos permanecem desaparecidos. A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que o caso continua sob investigação e tramita em segredo de Justiça.
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