
O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, anunciou uma proposta de redução da estrutura do governo federal como parte de seu plano para conter despesas e promover um ajuste nas contas públicas. Entre as medidas apresentadas está a redução de pelo menos dez ministérios e de cargos comissionados.
A proposta faz parte de um programa econômico que prevê um governo considerado mais enxuto, com revisão de gastos administrativos e combate a fraudes. Flávio afirma que pretende realizar um “ajuste fiscal forte”, mas sem colocar inicialmente o peso da contenção sobre aposentadorias e o salário mínimo.
A redução da quantidade de ministérios é apresentada pela campanha como uma das formas de diminuir o tamanho da máquina pública. O candidato também defende mudanças nas regras fiscais e maior controle sobre a evolução das despesas e da dívida do governo.
Apesar do discurso de austeridade, ainda não foi apresentado um cálculo detalhado de quanto a redução dos ministérios e dos cargos deverá representar em economia para os cofres públicos. A definição de quais pastas seriam extintas, fundidas ou incorporadas também deverá ser detalhada durante a campanha.
Flávio Bolsonaro também anunciou o médico Cláudio Lottenberg como seu escolhido para comandar o Ministério da Saúde em um eventual governo.
Lottenberg é médico e já presidiu o Hospital Israelita Albert Einstein. Seu nome representa uma tentativa de dar à pasta um perfil mais técnico, especialmente em uma área que envolve um dos maiores orçamentos e desafios da administração federal.
A escolha também chama atenção pelo histórico de Lottenberg durante a pandemia de Covid-19. Naquele período, o médico chegou a defender maior coordenação nacional das ações de enfrentamento à doença e fez críticas à condução de determinadas políticas adotadas pelo governo Jair Bolsonaro.
A indicação, portanto, combina uma escolha de perfil técnico com uma sinalização política importante dentro do projeto de Flávio Bolsonaro.
A proposta de redução dos ministérios coloca o tamanho da máquina pública no centro do debate eleitoral. Para a campanha de Flávio, diminuir estruturas e despesas administrativas seria uma maneira de abrir espaço no orçamento para outras prioridades.
O ponto central, entretanto, será transformar a promessa de redução de gastos em números. Além de definir quais ministérios poderiam ser fundidos ou eliminados, o eventual governo precisaria demonstrar quanto pretende economizar e como os recursos seriam direcionados.
Com a economia e as contas públicas entre os principais temas da eleição, Flávio Bolsonaro tenta apresentar uma agenda baseada em redução da máquina estatal, controle de despesas e escolha de nomes técnicos para áreas estratégicas.
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