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PF aponta pressão sobre Lulinha para destravar negócios no Ministério da Saúde

Mensagens apreendidas pela Polícia Federal indicam que a lobista Roberta Luchsinger buscava a intervenção do filho do presidente Lula em negociações de interesse do Careca do INSS

27/08/2026 às 06h00
Por: Douglas Ferreira
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Lulinha está cada vez mais encrencado no esquema da amiga Luchsinger - Foto: Reprodução
Lulinha está cada vez mais encrencado no esquema da amiga Luchsinger - Foto: Reprodução

A Polícia Federal identificou mensagens que, segundo a investigação, apontam uma tentativa de usar a influência de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para viabilizar negócios no Ministério da Saúde.

As conversas foram encontradas no celular da lobista Roberta Luchsinger e envolvem negociações de interesse do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, um dos principais investigados na Operação Sem Desconto.

De acordo com a PF, Roberta tentava acelerar dois negócios, a contratação de produtos derivados de canabidiol e a compra de kits para o combate à dengue. Nenhum dos contratos chegou a ser firmado.

As mensagens indicam que, em janeiro de 2025, a lobista relatou que seria necessário que Lulinha “se mexesse” para que as negociações avançassem. Para os investigadores, o conteúdo sugere que as demandas dependiam de uma intervenção de Fábio Luís.

A pressão teria como alvo Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger, então secretário-executivo do Ministério da Saúde. Em outras conversas, Roberta também menciona a necessidade de colocar Lulinha para pressionar o auxiliar do governo.

A investigação ainda registra diálogos com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula. Segundo a PF, Roberta tratava desses negócios desde 2024 e buscava apoio para acelerar as negociações dentro do governo.

Antônio Camilo Antunes acabou se tornando um dos principais alvos da Operação Sem Desconto, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo descontos em benefícios de aposentados e pensionistas.

A defesa de Marco Aurélio Ribeiro nega qualquer participação na intermediação de negócios ou em processos de compras e licitações. Também afirma que trechos vazados da investigação estariam sendo utilizados fora de contexto e com objetivo de interferir no processo eleitoral.

O caso amplia as suspeitas investigadas pela Polícia Federal sobre a atuação de lobistas, empresários e pessoas próximas ao poder na tentativa de abrir portas dentro do Governo Federal.

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