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Polícia REINCIDENTE

Dono de academia preso em Teresina já respondia por violência contra mulher

Consulta ao Judiciário aponta quatro registros em nome do empresário, incluindo um caso anterior de violência contra a mulher.

14/08/2026 às 07h59
Por: Suzana Moreno
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O empresário do setor de academias Joel Denis Sousa Silva, preso na terça-feira (11) após ser acusado de agredir a esposa em Teresina, já respondia a um processo relacionado à violência doméstica. A informação consta em uma consulta processual realizada em nome do empresário. Ao todo, foram identificados quatro processos registrados ou em andamento no Judiciário, sendo um deles ligado diretamente a uma ocorrência de violência contra a mulher.

O processo anterior tramita no 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Teresina. O procedimento, registrado sob o número 0812016-74.2022.8.18.0140, foi classificado como termo circunstanciado e tem como assunto uma lesão cometida em razão da condição de mulher. O caso teve a primeira movimentação em março de 2022 e a mais recente em fevereiro de 2023. A consulta também mostra outro procedimento criminal, relacionado ao crime de injúria, que tramita no 2º Juizado Especial Criminal de Teresina e teve movimentação mais recente em julho de 2026.

A nova ocorrência aconteceu no bairro Lourival Parente, na zona Sul da capital. A Patrulha Maria da Penha foi acionada após receber a denúncia de que uma mulher estaria sendo vítima de violência doméstica. Os policiais foram até o endereço e solicitaram apoio do Batalhão Especial de Policiamento do Interior (BEPI), que participou da prisão em flagrante. Após a abordagem, Joel Denis foi levado para a Casa da Mulher Brasileira e ficou à disposição da Justiça.

Durante a audiência de custódia, a prisão em flagrante foi homologada e transformada em preventiva, após solicitação do Ministério Público. O empresário foi encaminhado para o sistema penitenciário em Altos, na região metropolitana de Teresina. Na audiência, o Ministério Público citou também a existência do processo anterior envolvendo violência contra a mulher e afirmou que outras medidas não seriam suficientes para o caso. A nova denúncia será apurada pela Polícia Civil do Piauí, por meio da Delegacia da Mulher, seguindo os procedimentos previstos na Lei Maria da Penha.

 

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