
O candidato ao Governo do Piauí Joel Rodrigues (Progressistas) utilizou as redes sociais para comentar os dados do mais recente levantamento nacional sobre as forças de segurança pública, que aponta o Estado entre os que apresentam os menores salários para policiais militares do país e um efetivo abaixo do previsto em lei.
No vídeo divulgado pela campanha, Joel afirmou que a valorização dos profissionais da segurança pública deve ser prioridade de qualquer governo e relacionou a baixa remuneração e o déficit de efetivo às dificuldades enfrentadas no combate à criminalidade.
"Segurança pública se faz, acima de tudo, valorizando as pessoas que vestem a farda. Quem arrisca a própria vida para proteger as famílias piauienses merece respeito, valorização e reconhecimento", declarou o candidato.
Os dados citados por Joel fazem parte de um levantamento nacional sobre as forças de segurança pública, segundo o qual um soldado da Polícia Militar do Piauí recebe, em média, R$ 5.103,10, valor aproximadamente R$ 2,5 mil inferior à média nacional, estimada em R$ 7.612,61.
O estudo também aponta um expressivo déficit de efetivo na Polícia Militar. Dos 12.284 cargos previstos, apenas 6.951 policiais estavam em atividade no período analisado, o equivalente a pouco mais da metade da estrutura considerada necessária para atender a demanda estadual.
Ao comentar esses indicadores, Joel Rodrigues afirmou que não é possível cobrar melhores resultados das forças policiais sem garantir remuneração compatível, melhores condições de trabalho, equipamentos adequados e recomposição dos quadros das corporações.
Entre as propostas apresentadas pelo candidato para a área da segurança pública estão a realização de novos concursos públicos, a valorização salarial das categorias, investimentos em equipamentos, melhoria das condições de trabalho e a criação de uma política permanente de fortalecimento das carreiras policiais.
"Meu compromisso é construir, junto com as categorias, uma política permanente de valorização das forças de segurança, com remuneração digna, melhores condições de trabalho, equipamentos, oportunidades de crescimento na carreira e a realização de concursos públicos para as forças de segurança do Estado. Um Piauí mais seguro começa pelo respeito a quem dedica a vida para proteger o nosso povo", afirmou.
O debate sobre segurança pública ganhou força após a divulgação do levantamento nacional, que também apontou deficiências no efetivo do Corpo de Bombeiros Militar, da Polícia Civil e da Polícia Penal no Piauí. Os números passaram a integrar o discurso de candidatos da oposição, que defendem mudanças na política de valorização dos profissionais da segurança, enquanto o governo estadual destaca as nomeações realizadas nos últimos anos e os investimentos em modernização das corporações.
A segurança pública tende a permanecer entre os principais temas da campanha eleitoral, especialmente diante das discussões sobre remuneração, déficit de efetivo, condições de trabalho e fortalecimento das instituições responsáveis pelo combate à criminalidade.
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