
A investigação da Polícia Civil do Piauí caminha para a conclusão de que a tentativa de retirada de uma recém-nascida da Nova Maternidade Evangelina Rosa foi resultado de um plano previamente preparado, e não de uma decisão tomada por impulso.
Segundo o delegado Hugo Alcântara, a técnica de enfermagem Auricelia Rocha já estava de plantão quando a mãe da criança deu entrada na maternidade. Para a polícia, isso permitiu que ela conhecesse previamente a família e identificasse circunstâncias que poderiam facilitar a ação.
Entre os elementos considerados pela investigação estão o fato de a bebê ser do sexo feminino, exatamente como a suspeita dizia esperar, além de a mãe ter apenas 14 anos e estar acompanhada apenas da irmã, sem a presença do pai da criança naquele momento. A polícia acredita que esses fatores podem ter influenciado na escolha da vítima.
Outro conjunto de evidências reforça a hipótese de premeditação. De acordo com o delegado, a investigação encontrou um quarto completamente preparado para receber uma criança, com berço, banheira, fraldas, roupas de menina e diversos itens de bebê. O namorado da investigada também entregou mensagens e comprovantes de compras, incluindo a aquisição de um berço, além de afirmar que ela dizia estar grávida desde o ano passado.
A polícia também avalia que o horário escolhido para a tentativa de retirada da recém-nascida demonstra conhecimento da rotina hospitalar. O caso ocorreu durante o horário de almoço, período considerado de menor circulação e vigilância dentro da maternidade.
Segundo a Polícia Civil, os principais elementos reunidos são:
• Escala de plantão indicando que a técnica teve contato prévio com a família.
• Mensagens entre a investigada e o namorado sobre a chegada de um bebê.
• Comprovante de compra de berço via Pix.
• Quarto preparado com móveis, enxoval e objetos para uma menina.
• Relatos de familiares e do namorado de que ela dizia estar grávida havia meses.
• Análise das imagens de segurança da maternidade, que ainda depende de laudo pericial.
É importante destacar que esses elementos são tratados como indícios pela investigação. A confirmação dos fatos dependerá da conclusão do inquérito e, posteriormente, da análise da Justiça.
Até o momento, não há, no texto apresentado, uma manifestação pública da técnica de enfermagem sobre as acusações. A reportagem informa apenas a versão da Polícia Civil. Portanto, sua defesa ou eventual explicação para os fatos ainda não foi divulgada nesse relato.
Essa é justamente uma das principais perguntas que a investigação ainda não respondeu de forma definitiva.
A principal hipótese levantada pela polícia é que a investigada pretendia apresentar a criança como sendo sua própria filha, já que, segundo relatos de familiares e do namorado, ela sustentava havia meses a versão de que estava grávida e havia preparado toda a estrutura para receber um bebê.
Até o momento, não existe prova divulgada de que a intenção fosse vender, entregar ou encaminhar a criança para terceiros.
As evidências conhecidas apontam mais para a hipótese de que ela pretendia ficar com a bebê e criá-la como se fosse sua, mas essa conclusão ainda depende do encerramento do inquérito policial.
A Polícia Civil continua realizando diligências e aguarda laudos periciais antes de finalizar a investigação.
PRISÃO Homem é preso com arma e droga durante ação da PM na zona Norte de Teresina
ACIDENTE Homem é atropelado duas vezes após acidente com caminhonete no litoral
INTIMADOS Fraude eletrônica faz Polícia intimar mais de 100 pessoas no Piauí Mín. 21° Máx. 36°