
Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) desarticulou um suposto esquema criminoso que teria movimentado mais de R$ 27 milhões em contratos de compra de livros paradidáticos e desvios na área da saúde em Mato Grosso do Sul.
Dos 16 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça, pelo menos 12 já foram cumpridos. As investigações apontam que a organização criminosa tinha base em Campo Grande e atuava em diversos municípios do estado, com suspeitas de fraude em licitações, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
Entre os investigados presos estão empresários, servidores públicos, profissionais liberais e um ex-prefeito:
• Paulo Rogério de Melo, empresário;
• Douglas Henrique de Melo, empresário e filho de Paulo Rogério;
• Rossana Paroschi Jafar, empresária e sócia de uma gráfica;
• Felipe Paroschi Jafar, servidor da Agesul e filho de Rossana;
• Olívia Jafar, médica e empresária;
• Ed Carlo Britto Burgatt, servidor da Secretaria Estadual de Saúde;
• Jéssyca Burgatt, empresária e filha de Ed Carlo;
• Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, conhecido como Júnior Vasconcelos, ex-prefeito de Fátima do Sul e assessor parlamentar;
• Gabriel Taquino de Paula, advogado;
• Francisco Anizio dos Santos;
• Joatan Gomes Peixoto;
• Matheus Oliveira Peixoto.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, o grupo contava com a participação de servidores públicos para direcionar contratações sem licitação destinadas à aquisição de livros paradidáticos.
As investigações também apontam que parte do esquema alcançava a área da saúde. Conforme o MPMS, autorizações para exames, cirurgias e internações na rede estadual estariam sendo condicionadas à compra dos livros comercializados pelo grupo investigado.
Durante a operação, os agentes apreenderam dinheiro em espécie e documentos que deverão reforçar a apuração. O governo estadual informou que determinou o afastamento e a exoneração dos servidores investigados e abriu auditorias internas.
O Ministério Público informou que ainda apura a participação individual de cada investigado e destacou que o inquérito segue em andamento para identificar todos os envolvidos e o destino dos recursos supostamente desviados.
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