
Na postura do governo norte-americano já se percebe isso muito bem e publicamente. Enquanto um tenta agora uma foto nos corredores do G7 e talvez alguma “fala no contexto ou fora do contexto”, o outro é recebido no Salão Oval da Casa Branca. Apesar de a diplomacia não expressar isso publicamente, é fato notório a preferência dos Estados Unidos da América por um determinado pré-candidato e futuro candidato à Presidência da República Federativa do Brasil? Somente o tempo dirá.
E olhe que a maré verde e amarela vem tomando toda a América Latina e, já em 2026, chegará ao Brasil? Os States somente entram em jogos para ganhar? Jogos da vida, não meramente do futebol? Moço, nós estamos querendo saber é qual a capa de mais uma revista semanal. Vamos lá. Eis a capa da revista do mercado financeiro, a Crusoé: “Quem decide as eleições – Intervenções do STF e do TSE deixam o voto em segundo plano.”
A expectativa de que a eleição presidencial deste ano sofreria uma intervenção menor da Justiça Eleitoral do que o pleito de 2022 foi por água abaixo na segunda-feira, dia 8, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu outra porta para ampliar a tutela sobre os eleitores. Sob a alegação de urgência, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu, por decisão liminar, uma pesquisa de intenção de voto divulgada três semanas antes, atendendo a pedido do PL, partido do pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nunes Marques não tomou a decisão sozinho.
Tratamento diferenciado? O que é isso mesmo? O tratamento diferenciado é um princípio jurídico e administrativo que consiste em tratar desigualmente os desiguais, na exata medida de suas desigualdades. Ele serve para promover a justiça e a equidade, garantindo que pessoas ou empresas em desvantagem tenham condições reais de competir ou se desenvolver. E, no contexto político e eleitoral, o que seria? Quem se atreveria a definir tal afirmativa?
No contexto internacional, Donald J. Trump vive um dilema? Afinal, qual é a definição de dilema? É uma situação difícil que exige uma escolha entre duas ou mais alternativas, sendo que todas as opções disponíveis são insatisfatórias, contraditórias ou penosas. Quando alguém enfrenta um dilema, qualquer decisão tomada trará consequências ou desconfortos. Interna e externamente, parece que o dilema do presidente norte-americano já se esvaiu. Está optando pelo que considera melhor para os United States of America. Os States perceberam que o Brasil tende a fortalecer a parceria com a China!
E a capa da revista Crusoé? A revista enfatiza que Nunes Marques não tomou a decisão sozinho. Antes de despachar a liminar, ele reeditou a portaria instituída em 2022 pelo então presidente do TSE, Alexandre de Moraes, que autorizou o chefe máximo da Justiça Eleitoral a atuar em casos ligados à propaganda eleitoral? Leia a revista e descubra. E diz mais? Naquela época, a dupla para tutelar casos ligados à propaganda eleitoral era formada por Moraes e Cármen Lúcia. O mesmo expediente foi adotado agora, mas com outra dupla: Nunes Marques e André Mendonça, vice-presidente do TSE. Os dois ministros responsáveis por conduzir o processo eleitoral deste ano foram indicados para o Supremo Tribunal Federal (STF) por Jair Bolsonaro, dizem Rodolfo Borges e Wilson Lima em “Quem decide a eleição”. Eis o que diz a matéria da Crusoé?
Na reportagem “Autopromoção com dinheiro público”, Guilherme Resck conta que o uso da cota parlamentar bateu recorde em 2026, reforçando o debate sobre critérios mais rígidos em anos eleitorais. Apenas nos cinco primeiros meses do ano, os deputados federais gastaram R$ 40,09 milhões da cota parlamentar para divulgação da atividade parlamentar, ou autopromoção. Os senadores gastaram R$ 2,22 milhões.
Na matéria “Entre o novo fujimorismo e o bolivarianismo tardio”, Duda Teixeira mostra como a eleição indefinida deixa os peruanos a um passo do autoritarismo. Roberto Sánchez segue a mesma receita de Hugo Chávez, que foi eleito democraticamente e transformou a Venezuela em uma ditadura comandada por militares. Keiko Fujimori é filha de Alberto Fujimori, que deu um autogolpe em 1992. Existe tratamento diferenciado nesta capa?
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