Sim, é isso mesmo. Já lemos e estaremos relendo no final de semana. Mas quem ainda escuta a voz do Papa? Opa! Epa! Muito cuidado. Quer apenas alguns números? Mais de 250 mil padres, sem incluir cardeais, arcebispos e bispos. Somente os bispos — homens que possuem os três graus da ordem: diácono, padre e bispo — são mais de 5 mil em todo o mundo. E nem temos como mencionar os inúmeros hospitais, centros universitários, faculdades, universidades, centros e postos de saúde, escolas, creches, orfanatos etc. Respeito sempre é bom, e todos gostamos.
Inclusive, quanto aos aspectos numéricos, existe algo muito peculiar, e vamos citar apenas o exemplo de um país da América do Sul. Em um desses países, onde não existe escola ou até mesmo uma agência bancária, há a presença de uma paróquia ou área pastoral da Madre Igreja Católica. A Igreja de Cristo Jesus está presente em todos os continentes do mundo, civilizado ou não.
Encíclica de Leão XIV? Justamente. E muito bem escrita e lógica. Afinal, o autor da mesma — o Papa Leão XIV, o agostiniano — é matemático. Há uma brincadeira muito peculiar entre aqueles que convivem nesse meio ou cultivam boas amizades com clérigos: somente Deus e o Vaticano sabem o número exato de ordens, congregações e institutos femininos pertencentes à Igreja de Cristo Jesus.
Portanto, a voz do Papa é ouvida e refletida onde alguém menos imagina. Emissoras de rádio e TV, jornais, revistas, portais e sites sequer conseguem mensurar isso. Existem pessoas especializadas apenas em difundir a voz do Papa por todo o mundo. Fontes fidedignas informam que, nos dias de hoje, o sistema de satélites do Vaticano é capaz de atingir o mundo inteiro com transmissão imediata. Qual é a única emissora sintonizada até mesmo em países não católicos? Todos sabem. Surgiu algo novo no mundo? Não precisa se preocupar, pois a Igreja já tem essa informação em primeira mão.
A encíclica de Leão XIV afirma: a IA deve servir à humanidade, e não ao poder de poucos. No 135º aniversário da Rerum Novarum, o Pontífice reflete, em sua primeira encíclica, Magnifica Humanitas, sobre a Doutrina Social da Igreja na era da inteligência artificial. O apelo é para preservar “uma magnífica humanidade habitada por Deus”, promovendo a verdade, a dignidade do trabalho, a justiça social e a paz.
Na era digital, é preciso desarmar a IA e superar a teoria da “guerra justa”, relançando o diálogo e o multilateralismo. “A magnífica humanidade criada por Deus encontra-se hoje diante de uma escolha decisiva: erguer uma nova torre de Babel ou construir a cidade onde Deus e a humanidade habitam juntos.” O incipit da primeira encíclica de Leão XIV — Magnifica Humanitas, “sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial” — resume suas razões fundamentais e seu objetivo.
Publicada segunda-feira, 25 de maio, foi assinada pelo Pontífice no último dia 15 de maio, no 135º aniversário da promulgação da Rerum Novarum. De seu predecessor, o Papa Prevost recolheu a herança, escrevendo uma encíclica social que aborda um dos principais desafios da época contemporânea: a inteligência artificial.
Dividida em cinco capítulos, Magnifica Humanitas parte de um pressuposto: a tecnologia não é uma “força antagônica em relação à pessoa”, nem “um mal em si mesma”. No entanto, ela “não é neutra, pois assume o rosto daqueles que a concebem, financiam, regulam e utilizam”. Daí o apelo do Pontífice para “construir o bem” e “permanecer humano”, seguindo a lógica da corresponsabilidade corajosa e da comunhão. LEIA AQUI O TEXTO INTEGRALE DA ENCÍCLICA DE LEÃO XIV "MAGNIFICA HUMANITAS" .
A IA também gera novas formas de escravidão, como a dos “corpos marcados, mutilados, consumidos” daqueles que trabalham na extração das “terras raras” necessárias à tecnologia. Portanto, a luta contra as novas formas de escravidão é outro “teste decisivo para o discernimento ético” da transformação digital.
Leão XIV ressalta que “a Igreja renova sua firme condenação contra toda forma de escravidão, tráfico e mercantilização de pessoas”. Ao mesmo tempo, o Papa pede “sinceramente perdão” pelo atraso com que a Igreja, no passado, condenou “o flagelo da escravidão”.
A encíclica também faz referência às “novas terras raras do poder”, ou seja, às informações vitais — por exemplo, sobre saúde e demografia — utilizadas para orientar estratégias econômicas. Trata-se de uma face inédita do colonialismo, que transforma vidas pessoais em informações exploráveis, tornando o ambiente digital um “espaço de predação”.