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Do sul do Piauí ao porto no Ceará: nova verba reacende promessa da Transnordestina

Mais de R$ 300 milhões já foram liberados em 2026, mas obra que liga Eliseu Martins ao litoral ainda enfrenta desconfiança sobre prazos

14/05/2026 às 09h18 Atualizada em 15/05/2026 às 09h09
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O Banco do Nordeste liberou mais R$ 41,2 milhões para as obras da Ferrovia Transnordestina, reforçando o fluxo de recursos em 2026. A nova parcela faz parte do financiamento contínuo que tenta garantir a retomada e conclusão de um projeto considerado estratégico para o escoamento da produção do Piauí.

Neste ano, os repasses já passam de R$ 300 milhões, com previsão de alcançar cerca de R$ 1 bilhão até dezembro, conforme o andamento das obras. Em 2025, o volume foi ainda maior, chegando a R$ 1,7 bilhão. Os recursos vêm do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste, principal fonte de financiamento da ferrovia.

O trecho que mais impacta o estado liga Eliseu Martins ao porto de Pecém, no Ceará, criando uma rota direta para exportação de grãos e minérios. Ao todo, a ferrovia terá mais de 1.200 quilômetros, passando por 53 municípios. A obra está sob responsabilidade da Transnordestina Logística S.A..

O novo pacote de investimentos integra um aditivo de R$ 3,6 bilhões anunciado em 2024 pelo presidente Lula. Apesar do discurso de desenvolvimento e geração de empregos, o histórico de atrasos da Transnordestina ainda mantém empresários e produtores piauienses em alerta quanto à entrega definitiva da ferrovia.

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