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Presidente do PSDB no Piauí reage a pesquisa eleitoral e acusa instituto de manipulação

Jorge Lopes diz que Piauí virou “usina” de distorção de dados eleitorais e promete projeto para regulamentar institutos de pesquisa

11/05/2026 às 09h51 Atualizada em 12/05/2026 às 09h22
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O presidente estadual do PSDB e pré-candidato ao Senado Jorge Lopes reagiu com indignação à divulgação de uma pesquisa do Instituto DATAMAX sobre a corrida ao Senado Federal, realizada neste final de semana. O motivo da revolta: o levantamento apresentou o chamado "voto estimulado" sem incluir o nome de Lopes entre os pré-candidatos do partido para as eleições deste ano.

Para o pré-candidato, a omissão não é um erro, mas parte de um padrão. Jorge Lopes afirmou que o Piauí se transformou em uma "usina de manipulação de pesquisas eleitorais" no período que antecede os pleitos, com institutos que, segundo ele, atuam para interferir no jogo político ao distorcer o cenário real das disputas. A declaração é grave e coloca em xeque a credibilidade de ao menos dois institutos que atuam no estado.

Jorge Lopes citou ainda um caso anterior envolvendo o Instituto Census, contra o qual disse ter ingressado com ação judicial pelo mesmo motivo, desta vez relacionada ao procurador da República Eleitoral Kelston Lages. Segundo o pré-candidato, a tentativa de desmoralizar Lages chegou até Barras, cidade natal do procurador, o que demonstra, na avaliação de Lopes, que a prática de manipulação vai além de Teresina e atinge o interior do estado.

Diante do cenário, Jorge Lopes anunciou que uma das bandeiras de sua campanha será a aprovação de um projeto de lei que cria um sistema de certificação para institutos de pesquisa eleitoral. A proposta prevê que a Justiça Eleitoral avalie o histórico de acertos de cada instituto e aplique selos coloridos, verde, amarelo ou vermelho, como forma de informar ao eleitor o nível de confiabilidade de cada levantamento divulgado.

A iniciativa, se aprovada, representaria uma mudança na forma como pesquisas eleitorais são reguladas no Brasil. Hoje, qualquer instituto pode divulgar números sem responder objetivamente por distorções ou omissões. Com o selo proposto por Lopes, o histórico de cada empresa passaria a ser público e avaliado pela própria Justiça Eleitoral. O vídeo com a íntegra das declarações do pré-candidato está disponível abaixo.

Confira o vídeo:

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