
A controversa Ponte José Sarney, a popular Ponte da Amizade, fez mais uma vítima, Raimisson Pereira, a terceira em menos de três meses. E a pergunta que está dando um nó na garganta de teresinenses e timonenses é: o que está acontecendo? Por que tantos jovens estão perdendo a vida ao cair da ponte? Sim. Isso está se repetindo e não pode ser normalizado.
O Gazeta Hora1 já fez uma série de reportagens sobre esses acidentes. E mais que isso: cobrou das autoridades providências urgentes. O portal chegou, inclusive, a sugerir a instalação de telas de proteção nos pontos mais críticos da ponte, mas até agora as autoridades seguem fazendo vistas grossas para um problema grave que já ceifou três vidas em menos de dois meses.
18 de março de 2026. Francisco Willame dos Santos Silva, motociclista por aplicativo, morreu após cair da ponte. Uma mulher que estava na garupa ficou ferida.
26 de abril de 2026. Ítalo Roberto Nunes e Silva morreu após um acidente seguido de queda no Rio Parnaíba. O corpo dele só foi encontrado dias depois por pescadores.
10 de maio de 2026. Raimisson Pereira Santos morreu após perder o controle da motocicleta, atingir o parapeito e cair da ponte. O impacto foi tão violento que ele sofreu fratura no pescoço e morreu ainda no local.
Quando tragédias começam a se repetir no mesmo ponto, da mesma forma e envolvendo o mesmo perfil de vítimas, o problema deixa de ser apenas individual e passa a ser estrutural, coletivo e institucional. Toda ponte existe para unir cidades. Mas quando o abandono toma conta da estrutura, ela deixa de ligar margens e passa a separar famílias.
Já passou da hora da Prefeitura Municipal de Timon se mexer e buscar uma solução definitiva para o problema. Seja cobrando da instituição estadual responsável pela ponte, seja pedindo autorização para ela mesma executar intervenções emergenciais. O que não pode é o prefeito Rafael Brito assistir às mortes de camarote enquanto a população atravessa a ponte tomada pelo medo.
Essa modorra, esse marasmo e essa lentidão das autoridades de Timon são inaceitáveis. Cadê o Ministério Público do Maranhão? Cadê a Ordem dos Advogados do Brasil? Onde estão as ações para cobrar reforço estrutural, barreiras de contenção mais altas, telas de proteção e fiscalização adequada?
A população de Timon e Teresina está indignada com a inércia diante de um problema grave que segue ceifando vidas. E a pergunta que começa a ecoar nas duas margens do Rio Parnaíba é tão dura quanto inevitável: quando acontecerá o próximo acidente? Quem será a próxima vítima?
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