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De dentro do peito?

O viver solto no mundo e sua complexidade!

10/05/2026 às 00h40 Atualizada em 10/05/2026 às 00h58
Por: Josenildo Melo
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Foto: https://stock.adobe.com/
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Escrevendo na madrugada. Eis um artigo diferenciado, sobre a complexidade da vida humana. Afinal, para que mesmo existimos? Quanta gente boa sofre perrengues diários? Quantas pessoas ruins e maléficas vivem a esbaldar-se? Já parou para pensar sobre isso?

Vivemos em um mundo de apenas sobreviver. Quantas pessoas apenas passam os dias e vivem por viver? Existem pessoas cujos fatos e acontecimentos sentimos sem ao menos conhecê-las de fato. Temos o hábito de acordar cedinho e fazer nossa corrida de cinco quilômetros todos os dias. Lembro bem de um senhor que sempre vivia bêbado e, já cedinho, estava em sua calçada. Todas as vezes que passávamos por ele, dizíamos: “Bom dia, irmão”. Sempre dizíamos isso de forma bem enfática, e ele respondia alegremente. Bebia diariamente, vivia bêbado, mas pense em uma pessoa de coração bom e sempre pronta para ajudar alguém. Há quinze dias passamos por lá, cedinho, e não temos mais para quem dar o entusiasmado bom-dia. O senhorzinho não está mais vivo!

De dentro do peito? São aquelas palavras que saem sem nenhum planejamento prévio. Afinal, o que é mesmo a vida? Algo que surgiu do sopro do Criador, embora ninguém mais pareça acreditar nisso. Deus tudo sabe o que faz? Acreditamos que sim. E os machucados e espancamentos que a vida nos dá diariamente ou de vez em quando? Até os quarenta anos, lembro bem que vivíamos sem nostalgias ou tantas reflexões. Hoje, aos 54 anos, a vida já não é mais a mesma. O ato de levantar requer toda uma logística. Até mesmo a oração, seja matinal ou noturna, é sempre pedindo proteção e que Deus nos livre de todo o mal, além de agradecer por mais um dia.

A complexidade humana é algo que chega a ser incompreensível. E o recorrer à Igreja? Tem provocado tantos transtornos psicológicos nas pessoas? O chamado equilíbrio de vida não é mais possível? Antigamente, achávamos certas expressões incompreensíveis; nos dias atuais, compreendemos muito bem o que significa o sossego do lar. É o grande e nobre refúgio!

Às vezes, paramos e lembramos da vida com os religiosos católicos. Quando éramos jovens, cheios de vigor e, de fato, bonito, mesmo não sendo tão eloquentes, éramos cercados de tudo e por todos. Onde, nos dias atuais, mora o refúgio? No silêncio, na imensa biblioteca construída a fruto de muito suor e lágrimas. Costumamos dizer que vivemos como um monge sem comunidade estabelecida.

Sair para resolver algo já não é nossa fonte primária de prazeres. Pelo contrário: nos dias em que somos praticamente obrigados a sair, o espírito entristece de vez. A urbanização e a correria das cidades já não nos fazem bem. Até mesmo o ambiente das igrejas está contaminado. As conversas quase sempre giram em torno da mera sobrevivência. Oásis acadêmicos praticamente estão extintos. A impressão que temos é a de que as viagens que costumeiramente as pessoas de posição social mais elevada fazem — e até mesmo os “metidos” a quererem uma realidade que não é a sua — são meros alívios momentâneos e passageiros, formas de encontrar válvulas de escape. Eis o motivo de tanta gente alcoolizada e sem sentido?

De dentro do peito? Nosso colega — sem ser exatamente amigo — partiu de uma hora para outra, sem nos deixar o gosto alegre dos tradicionais bons-dias. A corrida matinal já não é mais a mesma. Enquanto isso, os maléficos e sem escrúpulos vivem até dizer chega? Não podemos adentrar por esses caminhos. A vida é um dom de Deus, e cabe a Ele cultivá-la ou tirá-la.

E certo mesmo é a incompreensão perante fatos e acontecimentos? A certeza é a de Bento, Francisco ou Agostinho: “Somos pó e ao pó retornaremos”. O teatro da vida, já aos 54 anos, clama e diz: tudo é vaidade e vaidade das vaidades. O cérebro é atualmente tão valorizado. Mas falar ou escrever de dentro do peito é importante. O ato de escrever não pode ser um mero escrever racionalmente!

As Mães são o os olhos de Deus sobre a Terra. Como é muito bom ter uma Mãe. Muito obrigado Senhor por Nossa Mãe!

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Sobre Josenildo Nascimento Melo é jornalista, estudou direito, é Bacharel em Serviço Social pelo ICF - Instituto Camillo Filho. É também licenciado em Filosofia pelo ICESPI - Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí.
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