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Internacional DEPENDÊNCIA TOTAL?

O objeto de devoção!

Muito cuidado com a dependência total ao Estado?

05/05/2026 às 10h39 Atualizada em 05/05/2026 às 10h50
Por: Josenildo Melo
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Foto: https://storytime.com.br/
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A teoria racional do Estado veio à luz na filosofia grega. O ato de parar para pensar é nobre, e não meramente vaidade e orgulho. O silêncio e o aquietar-se provocam compreensões imprevisíveis. Em que andastes debruçado por estes dias, meu bom amigo leitor? Em alguns momentos, alguns chegaram a imaginar que nós, cristãos, lemos tão somente a Sagrada Escritura? Lógico que ela (a Bíblia) é o livro de cabeceira. Porém, o mundo precisa também ser compreendido sob outras óticas? Não necessariamente. No entanto, é bíblica a expressão: “Sede santos, como vosso Pai celeste é santo”. Mas diz mais: viveis no mundo, mas não sejais do mundo. Afinal, no mundo jaz o maligno? Certo mesmo é que algo também “orbita” além da natureza cristã? Muito cuidado com o politicamente correto, pois ele pode fazer você perder a vida eterna. No dia do juízo: “Quem a mim negou, também eu o negarei” (Cristo Jesus, Deus). Qual o seu objeto de devoção?

O objeto de devoção? Concluído ao fim da vida de Ernest Cassirer e publicado postumamente, o livro O Mito do Estado (um dos três livros sobre os quais estivemos debruçados nos últimos dias) é uma das interpretações filosóficas mais originais sobre as origens intelectuais do totalitarismo moderno, investigando uma dimensão mais profunda da política: o papel do mito na formação da experiência coletiva. Percorrendo a história da teoria política, Cassirer mostra como símbolos, narrativas e rituais podem transformar o Estado em objeto de devoção. A obra descortina ao leitor como, no século XX, esses elementos foram mobilizados de modo técnico e deliberado para construir mitos políticos capazes de mobilizar massas e sustentar regimes autoritários. Alguma semelhança com os dias atuais? Especialmente no maior país da América Latina? Certo mesmo é que se trata de uma leitura indispensável para compreender a relação entre cultura, mito e poder. O Mito do Estado permanece um alerta duradouro acerca da força simbólica da política e de seus perigos. Achava, acreditava que estávamos fazendo apenas críticas por fazer? A grandeza da liberdade editorial e de escrever é o ponto forte das novas mídias!

Moço, nós, atualmente, temos tempo apenas de cuidar da sobrevivência e dos parcelamentos das dívidas? E quem está dizendo o contrário? Aí alguns se indagam novamente: moço, quem é mesmo este Ernest Cassirer, Ibn Arabi e Confúcio? Agradecemos aos amigos e benfeitores pelo prazer da boa leitura. Além de O Mito do Estado, devoramos Os Engastes da Sabedoria, de Ibn Arabi, e o livro Analectos, de Confúcio; vamos lá, então? Ernest Cassirer (1874–1945), conhecido por sua filosofia das formas simbólicas, foi um dos grandes pensadores do século XX, deixando um legado fecundo no estudo da linguagem, do mito, da ciência e da cultura como modos fundamentais da experiência humana. E de que tratam Os Engastes da Sabedoria? (Fusus al-Hikam), de Ibn Arabi, é uma das obras máximas da metafísica islâmica (sufismo), escrita por volta de 1230. O livro trata da natureza da sabedoria divina manifestada através de 27 profetas, explorando a unidade do ser, a relação entre Deus e a criação e a expressão de nomes divinos na realidade.

E o objeto da devoção? Muito cuidado para que, atualmente, você não esteja sendo mais devoto do Estado do que, de fato, adorando ao Deus Criador e monoteísta. O que são mesmo os Analectos de Confúcio? Os Analectos de Confúcio (Lùn Yǔ) são uma compilação de aforismos, diálogos e anedotas do filósofo chinês Confúcio (551–479 a.C.), registrados por seus discípulos. A obra foca na ética, moral, rituais sociais e no desenvolvimento do caráter virtuoso (“junzi”), com ênfase na benevolência (ren), lealdade familiar, educação e boa governança para criar harmonia social. Quer bons conselhos? Creia em Cristo Jesus, Deus, e siga firme e forte. A “devoção” ao Estado cria preguiça e comodismo. Não existe “almoço grátis”. Tu e tua casa servem a que “senhor”? Orai e vigiai sem cessar!

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Sobre Josenildo Nascimento Melo é jornalista, estudou direito, é Bacharel em Serviço Social pelo ICF - Instituto Camillo Filho. É também licenciado em Filosofia pelo ICESPI - Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí.
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