
A Justiça Eleitoral condenou a vereadora Tatiana Medeiros a 19 anos, 10 meses e 7 dias de prisão, além de multa e perda do cargo público. A decisão também determina que ela fique proibida de exercer qualquer função pública e participe do pagamento de R$ 1 milhão por danos à coletividade. O julgamento foi realizado por três juízes, medida adotada devido à complexidade do caso, considerado um dos maiores já analisados no Piauí.
Segundo a sentença, ficou comprovada a existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas e atuação direta no processo eleitoral. O grupo teria atuado na captação de eleitores, controle de votos e movimentação de dinheiro fora da lei. Um dos pontos mais graves apontados foi o uso de uma entidade social ligada à vereadora para distribuir benefícios e influenciar o voto de eleitores.
As investigações indicam que a campanha eleitoral de 2024 movimentou mais de R$ 2 milhões de origem ilícita. De acordo com o Ministério Público, houve compra de votos por meio de transferências via Pix, inclusive no dia da eleição. Em alguns casos, eleitores teriam sido orientados a registrar o voto como forma de comprovação. O inquérito também revelou a participação de dezenas de pessoas no esquema financeiro.
Tatiana Medeiros está presa desde abril de 2025, quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal. Inicialmente detida em unidade militar, teve a prisão convertida para domiciliar por motivos de saúde. Atualmente, segue afastada do mandato, usa tornozeleira eletrônica e está proibida de frequentar a Câmara Municipal. A defesa afirma que a decisão é injusta e informou que vai recorrer, enquanto a Justiça negou o direito de recorrer em liberdade para os apontados como líderes do esquema.
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