
A Floresta Fóssil de Teresina é um importante sítio paleontológico, com troncos petrificados do período Permiano, e é o único local desse tipo em uma capital brasileira.
Poucas cidades no mundo podem dizer que convivem diariamente com um pedaço tão antigo da história da Terra. Parque Floresta Fóssil de Teresina é um desses lugares raros. Localizado na zona urbana da capital piauiense, às margens do Rio Poti, o parque transforma Teresina na única capital brasileira a abrigar uma floresta fóssil dentro da cidade.
Com mais de 15 hectares e entrada gratuita, o espaço guarda um verdadeiro patrimônio natural e científico. São troncos petrificados com cerca de 270 a 280 milhões de anos, ainda posicionados verticalmente - em posião de vida -, exatamente onde cresceram no período Permiano, muito antes da existência dos dinossauros. É como caminhar por uma floresta que atravessou o tempo e permaneceu ali, intacta em sua essência.
O local é considerado um dos poucos sítios paleontológicos do mundo inseridos em área urbana, o que amplia ainda mais sua relevância. Funciona como um museu a céu aberto, ideal para atividades de educação ambiental, pesquisa científica e turismo. Escolas, estudiosos e visitantes encontram ali uma oportunidade única de contato direto com a história geológica do planeta.
Recentemente, o parque passou a homenagear a arqueóloga Niède Guidon, referência internacional na preservação do patrimônio histórico e natural. A mudança reforça o compromisso com a valorização da ciência e da memória.
Mais do que um ponto turístico, a Floresta Fóssil de Teresina é um convite à reflexão sobre o tempo, a natureza e a importância de preservar o que nos conecta ao passado mais remoto da humanidade.




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