
Um alerta acendeu no mundo corporativo brasileiro. Relatório recente da Kaspersky aponta que centenas de bancos de dados de empresas do país já circulam na dark web, alimentando um mercado clandestino que cresce de forma silenciosa. Na prática, acessos internos são tratados como mercadoria, vendidos a criminosos interessados em invadir sistemas e explorar informações sensíveis.
O problema começa, muitas vezes, dentro das próprias empresas. Golpes simples, como e-mails falsos e mensagens que imitam comunicações oficiais, continuam sendo a principal porta de entrada. Essa engenharia social engana funcionários e permite que hackers obtenham credenciais por valores relativamente baixos, o que facilita a escala dos ataques e amplia o risco para organizações de todos os tamanhos.
O impacto financeiro é expressivo. Levantamento da IBM estima que uma violação de dados pode custar milhões de dólares, considerando perdas operacionais, pagamento de resgates e danos à reputação. No Brasil, o cenário se agrava com a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados, que prevê multas significativas para empresas que falham na proteção de informações.
Especialistas defendem que a resposta precisa ir além da tecnologia. Atualização constante de sistemas, uso de autenticação em múltiplos fatores e monitoramento contínuo são medidas básicas. Mas o ponto crítico está no fator humano. Treinar equipes para identificar tentativas de golpe deixou de ser opcional e passou a ser uma linha de defesa essencial em um ambiente onde dados valem dinheiro e o erro custa caro.
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