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Terceiro Domingo de Páscoa

Prreste sempre atenção às leituras e ao evangelho!

19/04/2026 às 01h03 Atualizada em 19/04/2026 às 01h11
Por: Josenildo Melo Fonte: Prof Drº Silvonei José / Roma
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Foto: https://www.vaticannews.va/en.html
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Ao passar pela entrada de Emaús, Jesus se despede. Eles ficam desapontados com tal atitude. Aquele caminheiro que, com sua conversa, estava resgatando a esperança, vai embora e vai deixá-los sozinhos. Não, não pode ser.

Jesus, o Mestre por excelência, passa três anos preparando os apóstolos e discípulos para os acontecimentos de sua Paixão. Fala de seus sentimentos, de sua morte e de sua Ressurreição.

Quando tudo isso acontece, o peso do sofrimento e da morte é tão grande que todos se esquecem do que Jesus os advertira em relação à Ressurreição. Todos ficam desapontados, tristes e reagem como se a morte fosse a última palavra na vida de Jesus.

O Evangelho nos relata a repercussão desses fatos na vida de dois deles, os chamados discípulos de Emaús, Cléofas e seu companheiro.

Eles estão voltando para casa. O Mestre, aquele em quem colocavam toda a esperança, está morto. Pelo caminho, andam de modo acabrunhado. Contudo, Jesus, o Consolador, dirige-se a eles com o propósito de acabar com essa tristeza. Jesus usa a tática de não se revelar logo, mas de ir fazendo perguntas, recordando o que estava nas Escrituras a respeito d’Ele, de tal modo que a esperança fosse recuperada.

Ao passar pela entrada de Emaús, Jesus se despede. Eles ficam desapontados com tal atitude. Aquele caminheiro que, com sua conversa, estava resgatando a esperança, vai embora e vai deixá-los sozinhos. Não, não pode ser. Eles pedem ao desconhecido que entre com eles no povoado, depois em sua casa, e ceiem juntos.

Podemos ver, nesse gesto de Jesus ao deixar espaço para ser convidado, que o Senhor não se impõe a nós. Ele vem até nós e nos consola, mas não impõe sua presença permanente. Ele quer nossa solicitação; Ele se oferece como hóspede — “Eis que estou à porta e bato” —, Ele espera um ato livre de nossa vontade.

Ao ser convidado, Jesus aceita e vai cear com eles. Na hora da bênção do pão, Jesus se revela e, como no Tabor, aparece sua glória de Filho amado pelo Pai. Jesus se revela e desaparece.

Não é mais necessária sua presença após a manifestação de sua glória, após a experiência e o anúncio da Ressurreição.

Assim somos nós. Nos momentos difíceis da vida, recordamos as palavras do Senhor?
Damos espaço para que Ele nos fale? Recorremos às Escrituras, ao Evangelho, e meditamos suas palavras?
A experiência que temos de Deus, nós a compartilhamos com os demais?

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Sobre Josenildo Nascimento Melo é jornalista, estudou direito, é Bacharel em Serviço Social pelo ICF - Instituto Camillo Filho. É também licenciado em Filosofia pelo ICESPI - Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí.
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