Quando um bom cristão diz isso, imediatamente “os malandros” levantam as mãos e dizem automaticamente: não, tudo, menos o cobrador e o motorista. Certo mesmo é que as artimanhas humanas são cotidianas e, até mesmo, cada vez mais inesperadas. Não há gente que acredita que um vice é capaz de agregar “votos ainda soltos e esfacelados”?
O “tu és pó e ao pó retornarás” é no sentido de que não somos nada. Viver não é um ato de olhar apenas para o próprio umbigo. É algo que vai muito mais além. Não há pessoas que acreditam piamente que o povo somente gosta de ler notícias sobre violência e atos prisionais? Mera ilusão.
A índole de todo e qualquer povo — e isso já foi explicado pelos estudiosos — é tender a um ser criador. Consequentemente, ao bem. E os aspectos sociológicos na vida, sobretudo nos primeiros anos de vida das pessoas? Casos que ainda hoje são estudados. Mas não se pode sair por aí proclamando que o povo simples gosta apenas de confusão e bagaceira. Isso é independentemente até mesmo de classes sociais definidas economicamente. O ser humano é muito complexo. A finitude humana é algo peculiar!
Tudo aqui é passageiro? Fez sua oração logo cedinho? Já leu a Sagrada Escritura no dia de hoje? Entende algo sobre o Juízo Final? De acordo com o manual de estudos bíblicos MacArthur, Apocalipse significa “desvendamento”. Ao contrário da maioria dos livros da Sagrada Escritura, Apocalipse contém seu próprio título: “Revelação de Jesus Cristo”.
No Novo Testamento, essa palavra descreve o desvendamento da verdade espiritual, a revelação dos filhos de Deus, a encarnação de Cristo e sua gloriosa aparição em sua segunda vinda. Em todos os seus sentidos, “revelação” se refere somente a alguma coisa ou a alguém que, anteriormente oculto, se torna visível.
O que esse livro revela ou desvenda é Jesus Cristo em glória. Verdades a respeito dele e de sua vitória final, às quais o restante da Escritura apenas alude, tornam-se claramente visíveis por meio da revelação de Jesus Cristo. Essa revelação foi dada a Cristo por Deus Pai e comunicada ao apóstolo João.
Atualmente, você se acha tão intelectual e pragmático que não mais acredita nessas coisas? Humildade é dom de Deus. Agostinho e Tomás disseram bem isso! O autor de Apocalipse se identifica quatro vezes como sendo João. O livro foi escrito na última década do século I, no fim do reinado do imperador Domiciano. Embora alguns datem o livro durante o reinado de Nero, seus argumentos não são convincentes e conflitam com a visão da Igreja Primitiva.
Escrevendo durante o século II, Irineu declarou que o Apocalipse havia sido escrito próximo ao fim do reinado de Domiciano. Escritores posteriores, tais como Clemente de Alexandria, Orígenes, Vitorino (que escreveu um dos primeiros comentários sobre o Apocalipse), Eusébio e Jerônimo, sustentam a data domiciana.
Meu amigo escritor, falar de Juízo Final em pleno século XXI? Os católicos e sua hierarquia de comando nem falam mais nisso? Muitos clérigos pregam diariamente em suas homilias, afirmando que o céu já começa na terra? Há um ditado no mundo intelectual que ressalta que cada um acredita naquilo que melhor lhe convém em seu estilo de vida!
Tudo aqui é passageiro? Sim. Somos pó e ao pó retornaremos. Você acredita que os ímpios creem que existe um Juízo Final? Lógico que não acreditarão. O que mais eles desejam e sonham é somente com esta vida. Já pensou como seria o julgamento final deles? (Eles mesmos sabem disso.)
Mas não há a história do bom ladrão? Calvino enfatiza, em muitos de seus escritos, que esse foi uma exceção das exceções: um ato de pura misericórdia divina. O correto mesmo é obedecer ao Senhor e seguir suas leis!