
Depois de mais de três décadas do crime que chocou o Paraná, o brasileiro Marcos Panissa foi localizado e preso no Paraguai. Condenado pela morte de Fernanda Estruzani Panissa, assassinada com 72 facadas em 1989, ele estava foragido desde 1995. A captura ocorreu na cidade de San Lorenzo, onde vivia sob identidade falsa, sem levantar suspeitas.
Segundo as investigações, Panissa construiu uma vida aparentemente comum no país vizinho. Trabalhava no comércio de ferragens, era casado e tinha uma filha adulta. De acordo com as autoridades, nem a esposa nem a filha sabiam da verdadeira identidade dele ou do crime cometido no Brasil. O nome falso usado por ele não foi divulgado para preservar a família.
A prisão foi resultado de um trabalho conjunto de inteligência, após a Polícia Federal identificar pistas de que o foragido estava no Paraguai. Monitorado pelas autoridades, ele foi abordado enquanto dirigia e, no momento da prisão, confirmou quem realmente era. Procurado pela Interpol, Panissa já foi entregue às autoridades brasileiras e está em Foz do Iguaçu, aguardando definição sobre onde cumprirá pena.

O crime ocorreu em Londrina, quando Panissa matou a ex-esposa por não aceitar o fim do relacionamento. Ele chegou a ser condenado em diferentes julgamentos, mas nunca cumpriu a pena por ter fugido antes da decisão final. Agora, a Justiça volta a analisar o caso, enquanto a defesa afirma que pretende questionar a legalidade da prisão e pedir revisão da condenação.
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