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França decide abandonar Windows e adotar Linux em órgãos públicos para reduzir dependência da Microsoft

Governo francês quer cortar vínculos com tecnologia dos EUA e aposta em sistema próprio até 2026

14/04/2026 às 15h48 Atualizada em 15/04/2026 às 09h30
Por: Wagner Albuquerque
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Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

O governo da França iniciou um plano para substituir o sistema Windows por Linux em computadores de repartições públicas. A decisão foi formalizada no dia 8 de abril de 2026 pela Direção Interministerial para Assuntos Digitais (DINUM) e faz parte de uma estratégia mais ampla para reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras, principalmente da Microsoft.

Embora fatores como custos e o fim do suporte ao Windows 10 tenham influência, o principal motivo é político e estratégico. Países europeus vêm tentando se afastar da tecnologia americana diante da instabilidade internacional, especialmente após decisões controversas associadas ao ex-presidente Donald Trump. A ideia é retomar o controle sobre sistemas críticos e dados governamentais.

A mudança já vinha sendo preparada. No início do ano, o governo francês substituiu o Microsoft Teams por uma ferramenta própria de videoconferência chamada Visio, além de reduzir o uso de plataformas como Google Meet e Zoom. Agora, o plano é ainda mais ambicioso: todos os ministérios devem mapear suas dependências tecnológicas e apresentar estratégias para abandoná-las até o fim de 2026.

Ainda não há confirmação oficial sobre qual versão do Linux será adotada, mas a tendência é o uso do GendBuntu, sistema baseado no Ubuntu e já utilizado por mais de 100 mil computadores da polícia francesa. A migração também deve incluir ferramentas como o LibreOffice, reforçando o movimento de independência digital do país.

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