De quê e de quem? De pessoas, de seres humanos, brasileiros desempregados. Ninguém acredita nos números divulgados oficialmente. Qualquer pessoa em sã consciência, que sai para fazer sua caminhada ou corrida matinal, percebe que os números não batem. É gente zanzando para cima e para baixo. E não são pessoas que estão aposentadas, muito menos profissionais liberais ou pessoas que já estão com a vida estabilizada financeiramente. É um descer e subir de gente a pé, de bicicletas, de motos e carros usados.
Um Estado ou país que tem gente trabalhando e produzindo não tem milhões de pessoas nas ruas entre 7 e 10 horas da manhã. Tem alguma coisa errada nos números. Mas há gente que ganha dinheiro no mercado financeiro, aplica seu dinheiro e está sossegada. Não tem lógica isso. Não são milhares, são milhões de pessoas diariamente “zanzando para cima e para baixo” sem fazer nada!
Milhões e milhões? De gente “desempregada”, sem produzir nada ou algo de útil a uma nação que deveria ser uma das mais prósperas do mundo. E aqui não é o mero olhar capitalista de apenas perceber a produtividade ou não das pessoas. São os números o objetivo da ótica observacional. E, além de não estarem “empregadas”, essas pessoas são as que, numericamente, geram mais dívidas? Alguns especialistas dizem que a ociosidade demasiada produz até mesmo mais dívidas. Então, a junção de gente sem produzir e endividada resultará em quê? Em intranquilidade, insegurança.
E tem mais: vá perguntar a alguns em situação difícil e oferecer algo para que ganhem algum dinheiro. Você pode receber respostas “enviesadas” do tipo: “Pra quê? O Desenrola não está aí para resolver os problemas das dívidas?” Trabalhar para quê, se há “benefícios para receber” sem dar um prego em uma barra de sabão? E já tem gente esperando um extra: pergunte sobre o momento eleitoral para ver o que muitos respondem: “É ano bom, é ano eleitoral, vai ter um extra”. Só que está havendo algo diferenciado: desta vez, estão dizendo abertamente que receberão e não entregarão a “mercadoria” prometida.
Ave Maria. Valei-nos, Jesus. Mas o crédito não anda solto por aí? Não vão agora liberar FGTS — Fundo de Garantia por Tempo de Serviço — para quem está endividado? Vinte por cento para o pagamento de dívidas. Olha, há até um ditado bíblico: quem não é fiel no pouco será fiel no muito? Quem não consegue equacionar suas dívidas não conseguirá nunca fazer investimentos.
Tem gente que ganha um pouco; mas se vira com o mesmo. Dívidas somente geram dívidas. O que pensa o povo? Um dos “Desenrolas” teve em um ano; sabe o que aconteceu no próximo? Já havia mais de 9 (nove) milhões de novos endividados. 430% (quatrocentos e trinta por cento ao ano) em um crédito rotativo de cartão de crédito — não há quem consiga ficar sem dívidas!
Milhões e milhões? De desempregados. Gente zanzando para cima e para baixo. E endividados. Tudo vira uma “bola de neve”. Há Bispos, Padres e Pastores que ajudam uma pessoa em um mês e, na semana seguinte, a mesma pessoa já vem com outro problema diferente para resolver. Assim, não há piedade que dure muito tempo.
É por isso que, até mesmo nesse sentido, João Calvino ensina que o economizar e o impulsionar de uma economia advêm de cristãos organizados financeiramente. Quem ganha apenas 2.000 ou 3.000 (dois ou três mil por mês) não tem como fazer seus pagamentos se gastar, no mesmo mês, 8.000 (oito mil reais). E, se recorrer aos aplicativos (bancos digitais), aí pronto: a vida não se organiza nunca.
Vida financeira organizada é sinônimo de cristão exemplar. Milhões e milhões zanzando para cima e para baixo e contando com limites de cartões de crédito jamais desenvolverão uma nação. Eis a atual realidade brasileira!!