
O ministro Wellington Dias anunciou nesta sexta-feira (10) ajustes no programa Gás do Povo para garantir a continuidade do benefício no Piauí. A decisão ocorre em meio a alertas do setor sobre risco de desabastecimento e aumento no preço do gás de cozinha no estado.
A medida vem acompanhada de ações da Petrobras, que aprovou a compensação de valores após um leilão de GLP realizado em março. A iniciativa considera pressões no mercado internacional, influenciadas por conflitos no Oriente Médio, e prevê a devolução de diferenças cobradas acima do preço de referência, definido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
Segundo o ministro, o governo federal garantiu os recursos necessários para manter o programa e reduzir o impacto do custo do gás no orçamento das famílias de baixa renda. Ele também destacou um alinhamento com a Petrobras para ajustar preços e evitar distorções, além de ampliar a rede de distribuição, especialmente em regiões mais afastadas.
O ajuste ocorre após críticas de revendedores, que apontam prejuízo na operação. De acordo com o Sindicato dos Revendedores de Gás do Piauí, o valor pago pelo programa não cobre o custo de aquisição do botijão. Atualmente, o preço ao consumidor em Teresina varia entre R$ 130 e R$ 140, enquanto o valor repassado às revendedoras é inferior ao custo de compra, cenário que levou ao alerta de possível desabastecimento.
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