
NÃO. Tenha plena certeza disso. Muitos dos que já não respeitam a Semana Santa é porque também acreditam que não precisam mais de Deus, e simplesmente de suas forças intelectuais e bens materiais acumulados. Os bons fiéis, geralmente acima dos 80 ou 90 anos de idade, costumam comprovar isso em falas simples: “Meu filho, o povo é vaidoso, já não acredita que Deus existe”. Fiéis de verdade participam ativamente da Igreja de Cristo, de forma serena e sensata. O povo gosta de participar da Igreja. Muita gente boa. Mas também não se iluda, acreditando que muitos que participam são realmente de Deus. A participação em igrejas tem muito a ver também com demonstrações públicas e imagens a serem construídas! O homem, por si só, tem suas nuances e articulações sociais!
Deus não está morto e não é apenas ilusão de ótica. Quando alguns chegam ao topo da pirâmide social e intelectual, uma das primeiras coisas é zombar de Cristo Jesus, Deus. Você pensa que não existe mundo sem Deus? Existe. E muitos vivem nele cotidianamente. Nas pequenas ou grandes rodas de poder, fala-se demasiadamente a respeito disso. Surgem frases do tipo: “Tá vendo como as igrejas são frequentadas apenas por pessoas simples materialmente?”. “Dificilmente, em uma igreja, você tem pessoas bem-sucedidas materialmente, percebe isso?”. Sem falar de outros pontos, geralmente associados à moral dos sacerdotes: “Rapaz, quem vê esse daí celebrando não imagina o que ele foi capaz de fazer comigo em seus braços”. Pensava que era apenas na Idade Média que aconteciam esses comentários. Nas altas esferas, falar de comportamento sacerdotal é conversa cotidiana. “Olha só o vinho e o uísque que esse ou aquele sacerdote toma; isso é fruto das ofertas do povo”. Fique firme. Apesar de tudo isso, Deus está vivo!
Deus não está morto? E existe algum Deus? Não são deuses que existem? Jesus Cristo, Deus, nos dias atuais, é motivo de zombarias. Qual o motivo de tanta roubalheira? Não é o fato de não acreditar que Deus existe? Quem pega no alheio e tem coragem de “desviar recursos públicos”, você acha que acredita em Deus? Mas são frequentadores de igrejas e fazem caridade? Atirar com pólvora alheia não é fácil? Difícil mesmo é ganhar pouco e, ainda assim, contribuir fielmente com a Igreja de Cristo. Meu amigo, de onde mesmo veio essa expressão? A frase "Deus está morto", de Friedrich Nietzsche, não significa a morte literal de uma entidade, mas sim a perda de influência da religião e dos valores cristãos como base da sociedade ocidental. A expressão reflete a secularização e o declínio da fé em autoridades absolutas, desafiando a criação de novos valores próprios.
É lógico que todo ser humano inteligente e sábio tende ao infinito. Mas a questão é que muitos induzem as pessoas a não crer. Quantos sacerdotes não vivem a desanimar as pessoas? Você já viu algum padre alegre e feliz vocacionalmente? Se conhecer algum, revele, pois, em 54 anos de existência, presenciamos pouquíssimos. Mas o bom disso é que os bons eram realmente bons e felizes. Geraldo Coelho de Almeida, Sanchez Ruy de Cueto, Hugo Meregalli e Carlos Beschanni eram homens vocacionados e felizes. Quantas vezes, no Colégio Antônio Vieira, em Salvador, vivemos momentos de seguimento a Cristo Jesus, Deus! Inúmeras vezes presenciei o exímio matemático Hugo Meregalli (italiano) rezar por horas e horas, solitariamente, na capela da residência jesuíta. A vida é feita de exemplos. E eram homens de poucas falas e muita vida santa! Todos eram Jesuítas - Ordem que "segura a barca".
Deus não está morto! Cada um vive a sua Semana Santa de acordo com a sua formação recebida. Assim como existem pessoas que acreditam que não precisam de Cristo Jesus, Deus, existem ainda alguns que necessitam de Deus para viver e sobreviver!
Viver uma Semana Santa feliz também é respeitar as liberdades dos seres humanos!
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