
Uma família do estado do Kentucky, nos Estados Unidos, recusou uma proposta de cerca de R$ 136 milhões feita por uma empresa de inteligência artificial para compra de parte de uma fazenda de 400 hectares. O valor oferecido era cerca de dez vezes superior à avaliação da propriedade, mas, mesmo assim, os proprietários decidiram não vender e continuar com a produção agrícola.
A área pertence à família de Ida Huddleston, na cidade de Maysville. A proposta previa a aquisição de metade das terras para a construção de um centro de armazenamento de dados, estrutura essencial para operações de inteligência artificial. Apesar do potencial econômico do projeto, a família optou por preservar a atividade rural e a história construída ao longo de gerações.
Delsia Bare, filha da proprietária, afirmou que a decisão vai além do dinheiro. Segundo ela, a fazenda sustenta a família há décadas e teve papel importante até em momentos históricos, como durante a Grande Depressão, quando ajudou a fornecer alimentos em meio à escassez. Para ela, abrir mão da terra seria abandonar um legado familiar e também uma função essencial: produzir comida.
A decisão também veio acompanhada de críticas à expansão de grandes empresas de tecnologia sobre áreas rurais. Delsia afirmou que a promessa de desenvolvimento econômico não convence e alertou para riscos ligados à perda de terras agrícolas, água e segurança alimentar. Mesmo diante de uma oferta milionária, a família preferiu manter o campo e rejeitar a transformação da fazenda em infraestrutura para a era digital.
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