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Cultura SERENIDADE/PACIÊNCIA

Ouvindo música clássica?

É preciso ter muito equílibrio pra sobreviver ao caos!

26/03/2026 às 08h24 Atualizada em 26/03/2026 às 08h36
Por: Josenildo Melo
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Foto: https://depositphotos.com/
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“O hábito não faz o monge” é um ditado muito conhecido. A música tem o seu valor. A classical music vai além; é de valor incalculável.

Já experimentou acordar cedinho, bem cedinho? Depois das suas orações, já tentou ouvir uma hora ininterrupta de música clássica? Meu nobre escritor, tempo é ouro? E quem está dizendo o contrário? Não existe nada igual: fez a oração diária, leu a Sagrada Escritura e depois sentou-se na varanda e ouviu, por uma hora ou mais, o melhor da música clássica.

Para um mundo cada vez mais pragmático, chega a ser algo enlouquecedor, e a primeira coisa que dizem é: “Tá doido. É pura perda de tempo.” Mas o refletir é impagável.

Quer perceber um só exemplo? Quem pensa em como o trabalhador se desloca diariamente ao seu trabalho ou estudos nos dias de hoje? Escolha sempre um tema e pense bem sobre ele. O deslocamento, na contemporaneidade, principalmente nas cidades, é algo estressante e chega até mesmo a ser o propulsor determinante do dia a dia na vida das pessoas. É algo muito sério.

Ouvindo música clássica? Já experimentou fazer isso, pelo menos no carro, enquanto se desloca? Preste atenção ao dirigir. Mas a música clássica, até mesmo no ato de dirigir, evita o estresse. O mundo necessita cada vez mais de pessoas calmas e tranquilas. Quantas pessoas perdem a vida por açodamento ou afloramento de emoções cotidianamente? Inúmeras.

Uma excelente formação ajuda na compreensão da vida. Quando jovem, chega a ser ruim ouvir coisas do tipo: vocês acordaram, estão aqui se alimentando, depois irão para os estudos, mas, enquanto isso, milhões não sabem nem para onde ir ou simplesmente não possuem as mínimas condições de deslocamento. Os padres jesuítas diziam isso diariamente antes das refeições, e muitos chegavam a pensar que eram simplesmente sermões feitos por fazer. Não é, não.

A vida dos latinos, dos africanos, dos brasileiros não é brincadeira. Mas os norte-americanos e europeus também têm seus sofrimentos, só que muito mais na ótica existencial. Certo mesmo é que qualquer povo tem suas nuances, e nunca diga que é frescura ou desgosto. É o mundo cada vez mais perigoso?

Qualidade de vida é necessária. Mas é apenas para alguns, costumava dizer Dom Celso José Pinto da Silva? Ele dizia o seguinte: não é, não. Costumava afirmar que conhecia inúmeras pessoas que ganhavam apenas um salário mínimo e viviam de forma organizada. O brasileiro está em uma escalada horrível de endividamento. A economia não anda. A economia não cresce. Ninguém mais acredita nos números oficiais divulgados. Mas também, como um país pode crescer se o ato de governar é distribuir “dividendos com a pólvora dos outros”?

Quem tem sustentado este país são os empresários, e, de dez que você costuma ouvir, nove estão com medo de quebrar ou “rezando” para manter pelo menos o que possuem. O pessoal da matemática costuma dizer que ordem é coisa muito séria. A vida tem que ter ordem. Somente funciona assim. Uma paróquia desorganizada gera fiéis desorganizados. Igreja desorganizada gera dependência dos organizados e “cristãos aproveitadores de plantão”. E a música clássica?

Esse tipo de música exige organização para ser ouvido. A quietude não é algo a ser construído de uma hora para outra. Pessoas agitadas passam insegurança. As falas, as vozes, o escrever, o ver e o ouvir — tudo é reflexo do almejado.Quer conhecer, de fato, alguém? Adentre o mundo real e não apenas o que se observa nas postagens. Quem vê cara não vê coração. Não tem um pessoal que vive falando em igualdade social?

Certa vez, um daqueles seminaristas corajosos se expressou: “Professor, pare com isso; o seu carro é o mais possante do estacionamento dos professores. Somente a taxa do condomínio em que você mora daria para manter dez alunos por aqui.” O que aconteceu alguns dias depois? O rapaz corajoso sumiu das aulas, e nunca mais ninguém o viu no seminário. Eita, Jesus!! Quanta gente simplesmente fala e vive o que realmente prega/ensina?

“Quando o mundo me afunda, a música clássica me resgata, faz do caos compasso, da dor, silêncio. Em cada nota, reencontro o passo que quase perdi.” – Tiago Scheimann. “A música é um dos combustíveis da minha vida, e a música clássica é parte relevante da minha essência.” – Flávia Abib. “A vida é como um espetáculo de música clássica; ao final, sempre aparecem os aplausos.” – José Jader

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Sobre Josenildo Nascimento Melo é jornalista, estudou direito, é Bacharel em Serviço Social pelo ICF - Instituto Camillo Filho. É também licenciado em Filosofia pelo ICESPI - Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí.
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