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Polícia ÁLCOOL E DIREÇÃO

Quem é o engenheiro acusado da morte na Frei Serafim?

Investigação revela o perfil de Carlos Eduardo Marques Ângelo, jovem engenheiro apontado como responsável pelo atropelamento que matou o mototaxista Edson Barbosa Dias no cruzamento da Avenida Frei Serafim com a Avenida Miguel Rosa, em Teresina, caso marcado por suspeitas de álcool, drogas e imprudência ao volante

16/03/2026 às 10h41 Atualizada em 16/03/2026 às 12h55
Por: Douglas Ferreira
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Carlos Eduardo Marques Ângelo apresentava sinais de embriagues e se recusou a fazer o teste de alcoolemia - Foto: Reprodução/Editada por IA
Carlos Eduardo Marques Ângelo apresentava sinais de embriagues e se recusou a fazer o teste de alcoolemia - Foto: Reprodução/Editada por IA

O homem apontado como responsável pelo atropelamento que matou o mototaxista Edson Barbosa Dias no cruzamento das avenidas Avenida Frei Serafim e Avenida Miguel Rosa, no centro de Teresina, chama-se Carlos Eduardo Marques Ângelo. Ele foi preso em flagrante após avançar o sinal vermelho e atingir a motocicleta da vítima, arrastando-a por cerca de 40 metros. O caso ganhou enorme repercussão na capital piauiense não apenas pela violência do impacto, mas pelo perfil do motorista envolvido.

Carlos Eduardo se apresenta como engenheiro civil e também atua dando aulas particulares e consultorias técnicas na área de engenharia e matemática. Perfis profissionais na internet indicam formação em engenharia civil pela Universidade Estadual do Maranhão e atuação como professor e consultor em disciplinas técnicas, além de eventual vínculo com atividades de serviço público e preparação para concursos.

A trajetória profissional divulgada em plataformas educacionais sugere um perfil acadêmico relativamente recente. O próprio currículo disponível nesses perfis indica conclusão da graduação em engenharia civil apenas nos últimos anos, o que aponta para um profissional ainda em início de carreira.

O que transformou o caso em escândalo criminal, porém, foram os elementos encontrados no interior do carro. No veículo conduzido por Carlos Eduardo, um Chevrolet Onix, policiais localizaram uma garrafa de bebida alcoólica parcialmente consumida, além de um invólucro com substância semelhante à maconha, triturador de ervas, papéis para cigarro e um isqueiro. Esses objetos reforçaram a suspeita de consumo de drogas ou álcool antes da colisão.

Segundo o relatório policial apresentado na autuação, o motorista apresentava sinais claros de alteração psicomotora, com fala desconexa e comportamento considerado incompatível com a normalidade no momento da abordagem. Esses indícios levaram os policiais a suspeitar de embriaguez ou uso de substâncias psicoativas.

Apesar disso, Carlos Eduardo se recusou a realizar o teste do bafômetro. A recusa é um direito previsto na legislação brasileira, mas juridicamente costuma reforçar a suspeita de condução sob efeito de álcool quando combinada com outros indícios, como testemunhos, comportamento alterado e objetos encontrados no veículo.

Outro ponto central da investigação é a possível responsabilidade penal. Ele foi conduzido à Central de Flagrantes e autuado por homicídio, já que o impacto provocou a morte imediata do motociclista Edson Barbosa Dias, de 47 anos, que aguardava o sinal abrir ao lado de outros motociclistas.

Até o momento, não há confirmação pública de antecedentes criminais anteriores do acusado. As autoridades concentram as apurações na dinâmica do acidente, na análise toxicológica e nas imagens de câmeras de segurança que registraram o momento em que o carro avança o sinal vermelho.

O vídeo do acidente, amplamente compartilhado nas redes sociais, mostra a sequência da tragédia. As motos estavam paradas no semáforo quando o carro surge em alta velocidade e invade o cruzamento, atingindo diretamente a vítima. A cena transformou um cruzamento movimentado da capital em palco de um episódio que reacendeu o debate sobre imprudência no trânsito.

O caso também expõe uma contradição que costuma aparecer em tragédias urbanas. Um profissional formado em engenharia, área que exige cálculo, precisão e responsabilidade técnica, teria agido no trânsito de maneira oposta ao rigor que sua profissão exige. É como se o conhecimento técnico de construir pontes e estruturas não fosse suficiente para evitar a ruína de uma decisão imprudente ao volante.

Enquanto a investigação segue, a morte do mototaxista reforça uma realidade dura nas grandes cidades brasileiras. Um único segundo de irresponsabilidade no trânsito pode destruir vidas inteiras. Em Teresina, naquele cruzamento da Frei Serafim com a Miguel Rosa, a matemática da tragédia foi simples e brutal. Um carro, um sinal vermelho ignorado e uma vida interrompida.

Confira o vídeo do atropelamento. Atenção imagens fortes:

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