
Ataques de amplo alcance do Irã, que alerta: “Nenhuma abertura para o diálogo”
Vatican News – Josenildo* Melo
A crise do petróleo está ditando o ritmo do conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã. Após o anúncio de Teerã de que está considerando planos para impor "tarifas de segurança" a petroleiros e navios comerciais de aliados dos EUA no Golfo Pérsico, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaça atacar o Irã com uma força 20 vezes maior do que a utilizada até agora, em uma campanha militar na qual os EUA afirmam já ter atingido mais de 5.000 alvos militares. Uma escola na cidade de Khomeyn, no centro do Irã, também foi atingida, a segunda após outro centro educacional no sul do país, dias atrás.
"A guerra terminará em breve", afirmou o chefe da Casa Branca, uma declaração que rapidamente provocou uma resposta dos Pasdaran: "Decidiremos nós quando o conflito vai terminar". Isso foi ecoado pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, que reivindica a legitimidade da defesa contra todos os países do Golfo, em meio à recusa total do Irã em negociar. A Austrália anunciou o envio iminente de pessoal e equipamentos militares para o Oriente Médio.
O fogo cruzado entre Irã e Israel permanece intenso, com este último continuando a atacar a capital iraniana, resultando em pelo menos 40 vítimas. Ataques noturnos israelenses têm como alvo laboratórios nucleares na região. Teerã respondeu com uma série de ataques que deixaram 191 civis e militares feridos, segundo o Ministério da Saúde israelense. Um ataque com mísseis iranianos contra Yehud já havia matado uma pessoa e ferido duas.
As Forças de Defesa de Israel também continuam sua ofensiva no Líbano, onde mais uma ordem de evacuação foi emitida. Segundo autoridades militares, na última semana aproximadamente 30 escritórios da Al Qard al Hasan, uma associação financeira considerada próxima ao partido militante xiita libanês Hezbollah, foram atingidos.
Essa situação turbulenta levou a Embaixada dos EUA em Beirute a instar seus cidadãos a buscarem um "refúgio seguro" ou, na falta deste, a deixarem o país.
Jornalista Vaticanista - Especialista em coberturas da Santa Sé/Igreja Católica/Vaticano
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