
O homem encontrado morto dentro de um poço na propriedade do vereador José da Costa Rego, conhecido como Zé Pezim, foi identificado como Edmilson Costa Ferreira, de 56 anos.
O corpo foi localizado na manhã desta segunda-feira, 2 de março, no Bairro São Cristóvão, em Barras. A descoberta ocorreu após o próprio vereador comunicar à Guarda Municipal que a tampa do poço estava quebrada e que havia um corpo no interior.
A partir daí, o caso deixou de ser apenas um registro policial e passou a ser um episódio cercado de questionamentos.
Segundo a Guarda Municipal, por volta das 8h30, Zé Pezim informou que seu irmão, Francisco, ao se aproximar do poço na residência, percebeu que a tampa estava danificada. Ao olhar para dentro, visualizou o corpo.
A área foi isolada e a Polícia Civil acionada. O Instituto Médico Legal e o Corpo de Bombeiros realizaram a remoção.
Ainda não há laudo conclusivo sobre a causa da morte. A perícia deverá apontar se houve afogamento acidental, queda, agressão ou outro tipo de ocorrência.
No sábado anterior, 27 de fevereiro, houve uma festa na propriedade do vereador. Um grande número de pessoas esteve presente. Informações que circulam na cidade apontam que ocorreram desentendimentos durante o evento.
É nesse ponto que o caso ganha contornos mais delicados.
Se Edmilson caiu ou foi jogado no poço naquela noite, seu corpo teria permanecido ali por cerca de dois dias antes de ser encontrado. Não há registro público de desaparecimento formal ou mobilização nas redes sociais antes da descoberta.
A principal pergunta é direta: Edmilson morreu por acidente ou foi vítima de violência?
Até o momento, Zé Pezim afirmou apenas que comunicou imediatamente às autoridades após a descoberta do corpo. Ele não se pronunciou detalhadamente sobre a festa realizada no sábado nem sobre a presença da vítima no evento.
A defesa política do vereador sustenta que ele agiu corretamente ao informar as autoridades e que não há qualquer indício que o vincule ao ocorrido.
A Polícia Civil trata o caso como morte a esclarecer. A linha de investigação não descarta nenhuma hipótese: acidente, queda provocada por embriaguez, briga ou até crime.
Somente após o resultado dos exames periciais será possível determinar oficialmente a causa da morte.
Fontes ligadas à investigação afirmam que testemunhas da festa deverão ser ouvidas nos próximos dias para esclarecer o que aconteceu na propriedade entre sábado e segunda-feira.
Familiares de Edmilson relatam surpresa e consternação. Pessoas próximas afirmam que ele era conhecido na região e que não havia registro recente de conflitos graves envolvendo seu nome.
A família aguarda o laudo do IML para entender o que realmente aconteceu e cobra esclarecimentos. A dúvida que ecoa entre parentes é simples: como um homem de 56 anos termina dentro de um poço sem que ninguém perceba por dois dias?
Quando uma morte ocorre dentro da propriedade de um agente público, a responsabilidade por transparência é ainda maior.
Não há, até o momento, acusação formal contra o vereador. Mas o fato de o corpo ter sido encontrado em sua propriedade, dois dias após uma festa com relatos de desentendimentos, exige investigação rigorosa.
O caso mistura política, responsabilidade patrimonial e possível falha de segurança. Mais do que identificar a vítima, a cidade agora espera respostas.
Quem era Edmilson Costa Ferreira já se sabe.
Como ele morreu ainda é a pergunta que precisa ser respondida.
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