
Que jogo? Já deram o pontapé inicial? E as regras do jogo? Certo mesmo é que este ano é, de fato, peculiar. A indiferença não tem mais espaço em pleno século XXI. Mas será que não interessa à velha mídia uma cobertura ampla sobre fatos e acontecimentos que possam contrariar os interesses governamentais? A melhor pergunta não é: a total dependência de recursos impede a velha mídia de noticiar fatos e acontecimentos de forma correta?
O que é a indiferença? Falta de interesse, de atenção, de cuidado, de consideração; descaso; desdém. E isso funciona? O pensamento governamental é de que, quanto menos pessoas souberem do que está acontecendo, melhor? Mas, no vasto mundo tecnológico, isso não acaba por impulsionar o engajamento de um maior número de pessoas diante de fatos e acontecimentos? Quem, em sã consciência, não soube que milhões de pessoas ocuparam a Avenida Paulista neste fim de semana por várias horas? Ninguém!
Indiferença “ganha o jogo”? De que mesmo você pensa que estamos falando? Politizar fatos e acontecimentos não é função jornalística. O que não pode acontecer é alguns pseudojornalistas imaginarem que manipular o número de participantes em um evento faz com que ele não seja recebido de forma adequada por pessoas sábias e inteligentes. Será que ainda existem pessoas que acreditam que a grande maioria do povo brasileiro não pensa e simplesmente lerá os primeiros parágrafos de determinados textos?
A indiferença que pode ganhar o jogo é a que parte de todas as classes diante do que se vem fazendo no ato de simplesmente informar. Enviesar fatos e acontecimentos provoca irritação na população. Quem consegue reunir multidões, além das igrejas, nos dias atuais no Brasil? E agregar pessoas sem ônibus pagos, metrô gratuito ou merendas? Somente lideranças que, além de serem bem-quistas pelo povo, não percebem o povão apenas como massa de manobra. É muito exitoso reunir tamanho número de pessoas em pleno fim de semana. É como se estivessem dizendo: “Ninguém aguenta mais tanto desmando e gastança de dinheiro público”. Querem um país melhor!
Mas o povo brasileiro, no geral, somente se interessa por cerveja, futebol e carnaval? Isso não cola mais. São meras falácias sociológicas. O maior exemplo de interesse pelo contexto político advém dos empreendedores. Toda vez que você pegar um moto Uber ou um carro que presta serviços a aplicativos, indague sobre o que eles acham dos impostos governamentais! Verá e perceberá respostas que, em sua grande maioria, expressam indignação sobre fatos e acontecimentos nos últimos quatro anos. E não há um provérbio muito conhecido que diz que a voz do povo é a voz de Deus?
Em suma, na contemporaneidade, não há mais como esconder ou tentar dizer que simplesmente algo não aconteceu ou que determinado evento não tinha muita gente nas ruas. Reunir 100.000 (cem mil) pessoas em pleno domingo é algo extraordinário. E a repercussão pode ser medida por quem transmitiu o evento. Somente o canal do YouTube da Revista Oeste já registra mais de 1.000.000 (um milhão) de visualizações. E, se somarmos todas as outras pessoas ou empresas que transmitiram o evento? É gente para caramba. A indiferença somente acentua fatos e acontecimentos e cria maior indignação! Trabalhador nos dias atuais valoriza muito mais as informações que chegam via celulares!
Mín. 23° Máx. 32°