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Polícia AUTORIZAÇÃO JUDICIAL

Justiça autoriza saída de vereadora em prisão domiciliar para realização de cirurgia

Decisão da Justiça Eleitoral permite que Tatiana Medeiros deixe temporariamente o domicílio, sob monitoramento eletrônico, para exames e procedimento médico

11/02/2026 às 08h04
Por: Douglas Ferreira
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Vereadora vai ser submetida a uma intervenção cirúrgica - Foto: Reprodução
Vereadora vai ser submetida a uma intervenção cirúrgica - Foto: Reprodução

A Justiça Eleitoral autorizou que a vereadora Tatiana Medeiros, que cumpre prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, deixe temporariamente sua residência para a realização de procedimentos médicos. A decisão foi proferida pela juíza Júnia Maria Feitosa, da 1ª Zona Eleitoral de Teresina, após pedido formal apresentado pela defesa da parlamentar.

De acordo com o despacho, Tatiana foi autorizada a se deslocar para a realização de exames laboratoriais no dia 6 de fevereiro e, posteriormente, para um procedimento cirúrgico agendado para o dia 11. A magistrada permitiu que a vereadora permaneça fora do domicílio pelo período estritamente necessário à recuperação pós-operatória, incluindo eventual pernoite, desde que haja indicação médica. Como medida de controle, a defesa deverá apresentar, no prazo de até dois dias após cada compromisso, os comprovantes de comparecimento e, no caso da cirurgia, o documento de alta hospitalar.

A autorização leva em consideração o fato de Tatiana Medeiros estar sob prisão domiciliar e, portanto, depender de aval judicial para qualquer deslocamento. A decisão também reforça que o acompanhamento eletrônico permanece ativo, não havendo alteração nas demais medidas cautelares impostas pela Justiça.

Relembre o caso
Tatiana Medeiros foi presa pela Polícia Federal em 3 de abril de 2025, no âmbito da Operação Escudo Eleitoral II, que apura suposto envolvimento da vereadora com a facção criminosa Bonde dos 40, além de crimes como corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Em junho, a prisão preventiva foi substituída por prisão domiciliar após a defesa alegar problemas de saúde. A parlamentar segue como ré em ação penal eleitoral, que ainda tramita na Justiça.

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