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Polícia CASO CHOCANTE

Piloto preso em SP: investigação avança e polícia detalha atuação de rede de abuso infantil

Suspeito de chefiar esquema de exploração sexual de crianças e adolescentes, piloto da Latam foi detido dentro de aeronave antes da decolagem em São Paulo

10/02/2026 às 11h00 Atualizada em 11/02/2026 às 09h16
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo divulgou novos detalhes sobre a prisão do piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, suspeito de chefiar uma rede estruturada de exploração sexual infantil. Ele foi preso dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, momentos antes da decolagem com destino ao Rio de Janeiro. A investigação aponta que o esquema funcionava havia anos e envolvia abuso sexual, pagamento por imagens das vítimas e a participação de familiares no aliciamento.

Segundo os investigadores, a prisão no aeroporto foi planejada após dificuldades para localizar o suspeito em casa, já que ele viajava com frequência por conta da profissão. A polícia solicitou previamente a escala de voo à companhia aérea e realizou a abordagem quando o piloto já estava na cabine da aeronave, evitando risco de fuga.

De acordo com a Polícia Civil, o piloto é acusado de crimes como estupro de vulnerável, exploração sexual infantil, favorecimento da prostituição e produção, armazenamento e possível distribuição de material de abuso sexual. As apurações indicam que ele pagava entre R$ 30 e R$ 100 por fotos das vítimas, enviadas principalmente por aplicativos de mensagens, com transferências feitas via Pix.

As investigações também revelam que o suspeito se aproximava de mães, avós ou responsáveis legais, simulando interesse afetivo. Em seguida, oferecia dinheiro, alimentos, medicamentos, eletrodomésticos e até pagamento de aluguel para ter acesso às crianças e adolescentes. Em casos de encontros presenciais, ele teria levado vítimas a motéis utilizando documentos falsos. Até o momento, ao menos dez vítimas foram identificadas em São Paulo, mas a polícia não descarta a existência de vítimas em outros estados.

Além do piloto, outras pessoas seguem sob investigação. A avó de três vítimas foi presa temporariamente, suspeita de aliciar as próprias netas, e a mãe de outra criança foi detida em flagrante por armazenar e compartilhar material de exploração sexual infantil. A defesa dos envolvidos ainda não se manifestou.

Em nota, a Latam Airlines informou que abriu apuração interna, afirmou repudiar qualquer prática criminosa e declarou estar à disposição das autoridades. A companhia também disse que o voo em que o piloto estava escalado ocorreu normalmente, sem impacto nas operações do aeroporto.

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