
Agostinho de Hipona dizia que o que outrora é presente foi passado, e o que era passado tornar-se-á logo mais futuro. Portanto, o tempo é algo “misterioso”, e muitos chegam a dizer que o mesmo é senhor da razão. Certo mesmo é a finitude humana. Somos pó e ao pó retornaremos, e isso não é, com o passar do tempo, um simples jargão cristão.
Mas o que aconteceu com a chegada da filosofia moderna? Percepções vagantes e inconstantes tentaram — ou ainda tentam — modificar tudo; alguns chegam a pensar até mesmo em mudar o tempo. Já pensou em uma coisa dessas? O tempo também tem uma questão pessoal ou coletiva? Exemplo: para uma pessoa que tem inúmeras responsabilidades e, a cada ano, suas responsabilidades aumentam, o que começará a acontecer? A sensação de que o ano está realmente voando (expressão que significa estar passando rapidamente). Eis os contextos?
O ano está voando? Já para uma pessoa que cultiva o ócio de forma até mesmo demasiada, a sensação pode ser a de que o ano está passando lentamente. Vamos adentrar um pouco na filosofia moderna? É o período de transição do pensamento medieval (fé) para a valorização da razão, da ciência e do antropocentrismo (homem como centro). Sua ênfase maior ocorre entre os séculos XV e XVIII e focou-se na busca pelo conhecimento verdadeiro. Consolidou-se com o Renascimento e o Iluminismo, destacando o racionalismo (Descartes) e o empirismo (Locke, Hume).
Em outras palavras, foi este o período que cunhou a frase: “Deus está morto e o homem não precisa mais se preocupar com nada disso”. Mas isso não são meras falácias? Não mesmo! Tanto quanto, veja o que trata a filosofia contemporânea (dos dias atuais). A filosofia do século XXI (século em que estamos) concentra-se na reflexão crítica sobre as rápidas mudanças tecnológicas, éticas, políticas e sociais, buscando entender a complexidade da existência humana. Temas centrais incluem o impacto da inteligência artificial, a bioética, as crises ambientais, a subjetividade na era digital, a pós-verdade e a reestruturação dos sistemas democráticos e éticos.
E o ano está voando? A filosofia é a ciência adequada para a percepção de fatos e acontecimentos, não somente quanto ao tempo, mas à compreensão da vida!
O ano está voando? A percepção anual é uma estipulação calendarial humana. É apenas uma das medidas para a ordenação da vida e para que a mesma seja vivida em ordem, e não em meio ao caos. Tanto é que alguns países possuem calendários próprios, até mesmo diferentes do mundo ocidental, considerado civilizado. Isso é benéfico ou maléfico? Depende também da ótica observacional. Mas, com certeza, existiram avanços.
Os feriados nacionais, nos dias atuais, servem para proporcionar um pouco de “descanso na vida do trabalhador cotidiano”, isto visto sob a ótica sindical. Por outro lado, na visão empresarial (que gera emprego e renda), pode também significar perda de produtividade. Nos Estados Unidos da América, por exemplo, o número de feriados é baixíssimo e, dependendo do estado, chegam a ser quase inexistentes. Alguns até atribuem a isso o alto rendimento produtivo dos norte-americanos. Vida secular e religiosa eles sabem diferenciar muito bem, sem cair no legalismo de que uma coisa afeta a outra. Sabedoria!
O ano está voando? Analistas do mercado financeiro consideram apenas datas (muitos deles), e alguns chegam a afirmar que isso também são fatores determinantes no planejamento familiar e econômico. Você sabia que o sistema de poupança de algumas pessoas evita até mesmo a dependência da previdência pública? Em alguns países, o fortalecimento é da previdência privada.
Em suma, o tempo está passando de acordo com o seu ritmo e independentemente até mesmo das sensações individuais perceptivas de cada um. Para pessoas mais espirituais, o tempo obedece à lógica do bom Arquiteto do Universo! Jesus Cristo, DEUS; é Senhor também do Tempo!
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