
Atualmente, motoristas de aplicativo enfrentam dificuldades na aquisição e troca de seus veículos de trabalho, especialmente quando comparados à categoria dos taxistas, que possuem incentivos. Mas essa situação pode mudar com a tramitação de um projeto de lei na Câmara dos Deputados que busca permitir o uso de até 60% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de veículos novos ou usados.
Caso aprovado, o projeto poderá beneficiar milhares de motoristas de aplicativos em todo o país. Só a Uber, por exemplo, possui mais de 5 milhões de motoristas e entregadores parceiros que já prestaram serviços na plataforma no Brasil. No Piauí não existem dados sobre os municípios que já oferecem o serviço de transporte por aplicativos. Porém, cerca de 8 mil trabalhadores atuam em Teresina, Piauí.
O projeto de lei, proposto pelo deputado Marcos Tavares (PDT/RJ), visa oferecer aos motoristas de aplicativo uma nova forma de adquirir veículos, utilizando parte do saldo acumulado no FGTS. Para se qualificar, o trabalhador precisa atender a algumas condições específicas:
O veículo adquirido deverá ser destinado exclusivamente ao transporte de passageiros, e o conselho curador do FGTS será responsável por estabelecer os critérios adicionais para fiscalização e garantir que os recursos sejam utilizados adequadamente.
Essa iniciativa pode ser um divisor de águas para os motoristas de aplicativo, especialmente aqueles que dependem de aluguéis de veículos ou que enfrentam dificuldades para trocar de carro. A possibilidade de utilizar o FGTS proporcionará mais segurança financeira e autonomia, permitindo que os motoristas invistam em seus próprios veículos e ampliem suas oportunidades de renda. Além disso, ao facilitar o acesso a veículos mais novos e em melhores condições, o projeto pode elevar a qualidade dos serviços prestados, beneficiando também os passageiros.
Se aprovado, o projeto será analisado pelas comissões de Trabalho, Finanças, Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, antes de seguir para o Senado.
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