Ultimamente? Na verdade, sempre foi assim. O que acontece na contemporaneidade é o leque de opções. E, com certeza, muitas vezes não são informações originais. E outra coisa: é tanta gente sem produzir originalidade que, muitas vezes, esses mesmos indagam se as informações dos outros são originais. E qual a razão de tudo isso? Muita gente brincando de escrever? Ler e estudar é algo sério; escrever, algo mais sério ainda.
E onde aprendeu tudo isso? Olhe os padres dos dias atuais: muitos deles “envergonham” a Igreja, mas, em um passado não muito distante, ser sacerdote era, além de ser um homem de Deus, ser homem de cultura. Era como se os livros e a boa música, jogos de xadrez ou tudo o que fosse lúdico, mas de bom gosto, fizessem parte do conjunto da obra sacerdotal. Nunca negaremos isso! Nossa formação acadêmica e intelectual advém da convivência saudável com os bispos e padres! Hoje é dificultoso e até mesmo raro encontrar gente dessa estirpe. A formação sacerdotal modificou-se de uma forma extrema!
Excesso de informações? É o que você sente logo ao acordar? Muito cuidado! Todo e qualquer conhecimento no século XXI deve ser checado, escrutinado e realmente observado. Até mesmo com as editoras você deve ter cuidado. Procure conhecer qual o sentido e objetivo de andarem imprimindo e “vendendo informações”. E a velha mídia? Essa ficou de tal forma dependente financeiramente dos governos que, até mesmo para não profissionais da informação, fica muito fácil diferenciar o que é notícia e “propaganda”.
Afinal, o que são as informações? São dados organizados e processados, que ganham significado, relevância e utilidade, permitindo entender um fato, resolver problemas ou tomar decisões, funcionando como base para o conhecimento e a comunicação. Elas transformam dados brutos (como números isolados) em algo compreensível (como uma média ou um endereço), adicionando contexto e sentido, e podem ser uma notícia, aviso ou conhecimento adquirido.
Produzir ou confeccionar informações não pode ser algo açodado. A escrita é um dom de Deus. Ninguém escreve por escrever! Mesmo os que se dizem “profissionais da escrita” não escrevem por escrever. Escrever tem alvos e objetivos. Um escritor cristão sempre quererá influenciar o mundo de acordo com sua ótica? Dificilmente! Pois o ato de transformação pessoal ou coletiva não depende apenas do querer pessoal. Quem entra nessa “pilha” ou contexto ideológico pode perder créditos!
Excesso de informações? O que importa: a quantidade ou a qualidade? Não tenha dúvidas de que a qualidade sempre é o ideal. Geralmente, um texto não muito bem escrito representa noite mal dormida ou excesso de atividades. O pessoal da IA costuma dizer que ninguém mais liga para leituras em impressos. O que essas informações representam? Escrita mal elaborada.
O ato de escrever chega a ser algo ritualístico! Costumamos comparar a leitura, os estudos e a escrita à localização de seminários formativos. Já percebeu que os bons seminários, sejam católicos ou das igrejas reformadas, são sempre ambientes de silêncio? Como escrever em meio a barulhos e ambientes inadequados? Tem gente que diz que consegue! E não julgamos, nem julgaremos. Afinal, para que serve a leitura diária e contínua da Sagrada Escritura? E o que a mesma diz sobre julgamentos? Somente a Deus pertence qualquer contexto do julgar.
Raquel de Queiroz, dizem que a mesma escreveu nas piores condições ambientais e estruturais. Em pleno século XXI e em contextos conturbados, todos possuem as condições ideais de trabalho, estudos e leitura? Comparações são algo quase ilusório. Em suma, o excesso de informações que você costuma perceber é, muitas vezes, fruto do vazio existencial humano? Muitos teólogos chegam a dizer que sim. Já parou e pensou para perceber um pouco mais esses aspectos?
Tudo na vida deve ser em equilíbrio! Excesso de informações ocasiona cansaço mental, e pessoas cansadas podem não perceber adequadamente fatos e acontecimentos!