
Criada em Fortaleza, a Poosting vem ganhando espaço no disputado mercado de redes sociais e já é avaliada em até R$ 100 milhões. O valor foi alcançado em rodadas de negociação com fundos de investimento, segundo o fundador e CEO, Afonso Alcântara. A empresa agora estuda com cautela o melhor modelo para captar recursos e reforçar áreas como infraestrutura e marketing, sem abrir mão do controle do negócio.
Na contramão de muitas startups de tecnologia, a Poosting opera com uma estrutura enxuta. A estratégia evita gastos excessivos e prioriza crescimento sustentável. Alcântara diz se inspirar no modelo do Telegram, que ganhou escala global com equipes reduzidas. A ideia, segundo ele, é provar que dá para crescer sem “queimar dinheiro” de forma desordenada, mesmo em fases avançadas.

Em pouco mais de um ano no ar, a plataforma já ultrapassou 4 milhões de usuários ativos no Brasil e no exterior e se aproxima dos 5 milhões. São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará concentram boa parte dos perfis, mas a rede também avança fora do país, com usuários da Índia e dos Estados Unidos. Com indicadores de engajamento em alta, a Poosting passou a exigir convite para novos cadastros, como forma de controlar o ritmo de expansão.
Para 2026, a empresa quer se firmar como um espaço relevante de debate público durante as eleições. A aposta é em um modelo sem algoritmos de recomendação, que, segundo o fundador, reduz a polarização e aumenta a confiabilidade das discussões. O Diário do Nordeste foi o primeiro grande veículo de imprensa a criar perfil na plataforma, sinalizando a aproximação da rede com o jornalismo profissional.
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