
O filme brasileiro “O Agente Secreto”, indicado a quatro categorias do Oscar, recebeu R$ 800 mil do governo federal para a campanha de divulgação junto aos eleitores da Academia de Cinema. O valor foi liberado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) e destinado exclusivamente a ações promocionais em Hollywood, com foco na disputa pelo prêmio de Melhor Filme Internacional.
Inicialmente, a Ancine havia previsto um repasse de R$ 400 mil, mas a produtora responsável solicitou a ampliação do valor, alegando necessidade de reforço na campanha. O pedido foi aceito pela diretoria da agência, com base em uma portaria interna que autoriza o apoio financeiro a filmes brasileiros oficialmente selecionados para representar o país no Oscar. O contrato foi assinado em dezembro de 2025.
Além do investimento na campanha internacional, a produção de “O Agente Secreto” também recebeu mais de R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), vinculado ao Ministério da Cultura e administrado pela Ancine. O fundo, criado por lei federal em 2006, tem como objetivo financiar principalmente longas-metragens nacionais e opera de forma distinta da Lei Rouanet. Há ainda registro de R$ 750 mil adicionais destinados à fase de comercialização do filme.
Com direção de Kleber Mendonça Filho e protagonismo de Wagner Moura, “O Agente Secreto” concorre ao Oscar de Melhor Filme Internacional, Melhor Filme, Melhor Ator e Melhor Elenco, feito raro para o cinema brasileiro. Apesar do histórico de outros filmes que receberam apoio semelhante e não chegaram à premiação, a produção se consolidou como uma das principais apostas do Brasil na edição de 2026 da maior premiação do cinema mundial.
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