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Sem vontade de quê?

Trabalho é toda atividade que envolve esforço físico ou mental para gerar valor, seja financeiro, pessoal ou social, com o objetivo de alcançar uma meta, suprir necessidades ou criar algo, abrangendo desde um emprego formal até atividades voluntárias, domésticas ou de autônomo, sendo fundamental para a construção da identidade, realidade e cultura humana. O trabalho difere do emprego por não exigir vínculo formal, mas ambos compartilham o esforço para um fim produtivo, seja na transformação da natureza ou na interação social.

21/01/2026 às 09h56 Atualizada em 21/01/2026 às 11h03
Por: Josenildo Melo
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Foto: https://www.gettyimages.com.br/
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De trabalhar e de produzir? O ano de 2026 começa com um dos maiores pagamentos às famílias. Somente não vai ultrapassar um dos valores pagos em 2023? Será que tem gente que acredita que o pagamento do governo é algo infinito? Mas de que mesmo vocês “estão falando”? Procure, pesquise e verás. Já são quase 30 milhões de “pessoas dependentes”? Jesus Cristo dos Céus! Ave Maria! Onde isso, afinal, vai parar?

Todos os países usam a porta de entrada e a de saída. Onde está a porta de saída que ninguém “escuta falar”? Até mesmo Karl Marx dizia que o trabalho é fonte de produção! O trabalho é o que faz as coisas “girarem na roda da economia”. Em outras palavras, esse pensador valorizava — e muito — o trabalho, mesmo que alguns o rotulem como alguém que nunca trabalhou na vida. Mas os seus escritos são críticos ao não produzir? A produção é que movimenta os sistemas econômicos. O trabalho é, de fato, importante. Algo está errado nessa nova visão?

Sem vontade de quê? De trabalhar?

Inúmeras pessoas “estão a falar isso de forma aberta e sem nenhum pudor”. Mas é um pagamento a mais ou menos 5 milhões de pessoas? Mas, se multiplicar por seis, não dá 30 milhões de pessoas atingidas direta ou indiretamente? Há especialistas em analisar essas coisas do ponto de vista da “dependência viciante” que chegam a dizer que é muito mais. Alguns chegam a afirmar que, na verdade, ninguém sabe de quanto verdadeiramente se trata. Outros ainda dizem que “a escravização dependente” vai chegar ao ponto de atingir, em breve, um terço da população de um determinado país da América do Sul?

Olha só o que dizia até mesmo o maior ideólogo anticapitalista, Karl Marx:

“O trabalho é a atividade humana fundamental de transformação da natureza para satisfazer necessidades, sendo a fonte de toda a riqueza e cultura”, mas, no capitalismo, ele se torna alienado, separando o trabalhador do produto, do processo, de sua essência humana e dos outros, pois o transforma em mercadoria para gerar lucro (mais-valia), e não em expressão de criatividade.

Quem foi esse Karl Marx?

Foi um filósofo e sociólogo alemão, fundador do socialismo científico e desenvolvedor de uma teoria comunista que modificou os estudos sociológicos. Karl Marx foi filósofo, sociólogo, economista, jornalista e teórico político alemão.

Sabe o que verdadeiramente fortalece uma nação? A liberalização econômica. Mas, no quesito “dependência”, até mesmo os teóricos que combatem o capitalismo tratavam, em seus escritos, da questão do trabalho. Não tem aquele tradicional provérbio: o trabalho dignifica o homem? Pois é! E agora, Brasil? Como fica essa questão até mesmo do ponto de vista de uma abordagem acadêmica?

A sensação entre as pessoas de classe média e média alta é que a maioria da população não quer mais saber de trabalhar. Certas mesmo são as perguntas indagativas sobre como ficará a Previdência Social brasileira se algum dia não houver mais condições de fazer seus pagamentos mensais. Eita!

Sem vontade de quê? De trabalhar ou produzir?

Até a década de 1980, era incomum encontrar pessoas zanzando pelas ruas e bares em plena segunda, terça, quarta ou quinta-feira. Nos dias atuais, isso é comum em qualquer dia da semana. O que diria Adam Smith sobre os dias atuais em um dos países da América do Sul?

Quem foi mesmo esse nobre homem? Adam Smith (1723–1790) foi um filósofo e economista escocês, considerado o pai da economia moderna e um dos maiores teóricos do liberalismo econômico, autor de A Riqueza das Nações, onde defendeu o livre mercado, a divisão do trabalho e a ideia da “mão invisível”, que sugere que o interesse próprio individual, em um mercado livre, beneficia a sociedade.

Acadêmicos ou não devem continuar avançando na busca dessa realidade que só cresce? Continuará existindo liberdade suficiente para buscas desse tipo?

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Sobre Josenildo Nascimento Melo é jornalista, estudou direito, é Bacharel em Serviço Social pelo ICF - Instituto Camillo Filho. É também licenciado em Filosofia pelo ICESPI - Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí.
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