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Polícia GUERRA DE FACÇÃO

Caso Maria Eduarda: DHPP prende acusados da execução decretada pelo PCC; entenda o caso

Crime foi motivado por disputa entre facções rivais; vítima teve a morte decretada pelo PCC após se relacionar com integrante do Bonde dos 40

20/01/2026 às 10h17
Por: Douglas Ferreira
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Maria Eduarda foi assassinada supostamente a mando do PCC - Foto: Reprodução
Maria Eduarda foi assassinada supostamente a mando do PCC - Foto: Reprodução

O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), uma operação que resultou na prisão de acusados de participação direta no assassinato de Maria Eduarda Ferreira Sena Reis, morta a tiros no conjunto Lindalma Soares, na zona Norte de Teresina, em 28 de outubro de 2025.

Foram presos Layrice Borges Melo da Silva, conhecida como “Yemanjá”, e Francisco José Rodrigues de Sousa Filho, o “Rodriguinho”. Segundo as investigações do Núcleo de Feminicídio do DHPP, o crime teve motivação clara e brutal: a disputa entre facções criminosas que atuam na região da Santa Maria da Codipi.

Quem mandou matar e por quê

De acordo com a Polícia Civil, Maria Eduarda teve a morte decretada por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) após manter um relacionamento com Matheus da Silva Nascimento, o “Jubileu”, integrante do Bonde dos 40, facção rival. Jubileu é apontado como suspeito de envolvimento em diversos homicídios no Piauí e no Maranhão.

A jovem, que utilizava tornozeleira eletrônica no dia do crime, passou a ser considerada “alvo” após o relacionamento vir à tona. A ordem de execução, segundo o DHPP, teria partido de Layrice, apontada como uma das principais lideranças femininas do PCC no estado.

Prisões e confissões

Antes da operação desta terça-feira, outros envolvidos já haviam sido presos. Entre eles, Adrielly Machado Marques, conhecida como “Novinha Celeste”, apontada como chefe de disciplina feminina do PCC e participante direta do homicídio, além de Michardson Romário Pereira da Costa, o “Caixote”, localizado no Morro da Esperança.

Até o momento, não há confirmação oficial de confissão formal dos presos, mas a Polícia Civil afirma que o conjunto de provas reunidas — depoimentos, cruzamento de informações e vínculos com a facção — sustenta a responsabilização dos investigados.

Crime de facção, execução planejada

Para o DHPP, não restam dúvidas de que se trata de crime de facção, com planejamento, hierarquia e ordem de execução, características que reforçam o grau de organização e ousadia dos grupos criminosos que atuam em Teresina.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer completamente a dinâmica do assassinato. O caso expõe, mais uma vez, o avanço das facções e a lógica implacável com que impõem regras e punições, mesmo fora dos presídios, desafiando o Estado e a segurança pública.

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