Por que a escrita não deve ser temerosa? Escrever com medo deve ser a pior coisa que existe. É triste ouvir pessoas tão inteligentes e bem-sucedidas dizerem que não escrevem por medo. A que ponto chegamos? Com 54 anos de vida, nunca tinha ouvido isso. Mas, ultimamente, tenho encontrado pessoas bacanas e sábias dizendo que não escrevem por medo. Medo de tudo: medo de perderem o pouco que possuem e conquistaram; medo de serem perseguidas; medo de serem injustamente acusadas.
Nesse sentido, o que todo bom cristão deve pensar? Igual a um famoso cristão em Roma que, no momento das torturas, ao ser frito, simplesmente disse: “Que tal assarem também o outro lado do meu corpo? Basta virar a grelha, mas não renegarei aquele que nunca me fez mal algum. Jesus Cristo, Deus, somente me fez o bem”. Muitos dizem simplesmente que isso são histórias contadas por padres e pastores. Mas, em Roma, TODOS sabem dessas histórias!
Escrever para existir? Porque tudo passa! Um dia é da caça, outro do caçador. Poderosos não são eternos (apenas acham que serão). O poder é como a vida: passa rapidamente, e a pessoa nem se dá conta. E o pior: não há garantia de que se terá uma outra vida próspera e feliz materialmente. Qual o verdadeiro sentido de ler e reler a Sagrada Escritura? Ela não dá dinheiro nem poder a ninguém. A Bíblia proporciona sabedoria e valorização de tudo aquilo que realmente não é finito e fútil. Meus avós costumavam dizer que homens que se entregam de corpo e alma ao poder são frágeis não apenas de caráter, mas principalmente de sabedoria. Qual o sentido de conquistar algo tão fútil e que desaparece rapidamente? Seria não ter a paciência do tempo de Deus e querer tudo ao seu próprio tempo, como fruto “da força do próprio braço”? Misericórdia!
Já teve a curiosidade de saber quais foram os dez maiores escritores do mundo? Não há um consenso absoluto sobre os dez maiores escritores da humanidade, pois a escolha é subjetiva, mas consistentemente aparecem nomes como William Shakespeare, Miguel de Cervantes, Fiódor Dostoiévski, Machado de Assis, Dante Alighieri, Homero, Charles Dickens, Jane Austen, Franz Kafka, Jorge Luis Borges e Virginia Woolf, destacando-se por sua universalidade, inovação e profundo impacto cultural, com base em listas de críticos e publicações. Qual a razão de tratar um tema desses de forma tão pública? A compreensão de por que muitos homens preferiram mais a companhia dos livros do que a dos seres humanos. Os livros revelam muito do que a sociedade fez e fará!
Escrever para existir? É um feito. Chega a ser o próprio sentido da existência. Encontrar tempo para escrever sem ninguém ficar lhe aperreando e incomodando é uma dádiva de Jesus Cristo, Deus, pois o mundo não gosta e muito menos aprecia os bons escritores. Quem, de fato, já leu alguma obra dos grandes escritores citados anteriormente? O mundo mundano costuma sorrir da cultura e de seus apreciadores! Chegam até mesmo a escarnecer de quem aprecia o bem e os verdadeiros valores. Nada melhor do que Paulo para cunhar uma frase que realmente deve nortear todo bom cristão: “Vivas no mundo, mas não pertenças a ele”. A vida cristã não é esse doce mel que atualmente pregam. Seguir a Cristo Jesus, Deus, é a certeza de que todo dia é um dia diferenciado e de muita oração!