
O Brasil terminou o terceiro trimestre de 2025 no topo do ranking latino-americano de velocidade no 5G. Segundo a Ookla, empresa do Speedtest, a média de download no país chegou a 430,83 Mb/s, deixando para trás todos os vizinhos. É um salto relevante e que mostra que, ao menos na internet móvel, o país acertou a mão.
O principal motivo está no leilão de frequências feito pela Anatel em 2021. Em vez de focar só em arrecadação, o governo exigiu contrapartidas claras: expansão da infraestrutura, cobertura em rodovias e escolas e uso da faixa de 3,5 GHz, considerada o “coração” do 5G. Essa faixa entrega bom alcance e alta capacidade de dados, o combo ideal para velocidade estável.
Outro ponto decisivo foi liberar grandes blocos de espectro para as operadoras. Claro, TIM e Vivo receberam faixas de 100 MHz, o que reduz congestionamento e aumenta o fluxo de dados. É como trocar uma estrada apertada por uma rodovia larga. O resultado aparece no uso real: quase 40% dos usuários passam a maior parte do tempo conectados ao 5G, a melhor taxa da região.

Também pesou a escolha por não entrar em guerra geopolítica. O Brasil permitiu equipamentos de Huawei, Ericsson e Nokia, o que evitou atrasos e custos extras. O 5G “puro”, com latência ainda menor, avança devagar, mas o país já colhe os frutos da estratégia. No resto da América Latina, a tecnologia ainda engatinha e a projeção é clara: maturidade só perto de 2030.
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