Tu és tudo o que desejo no céu e tudo o que desejo na terra! (Sl 73.25)
A simples impressão de bem-estar, além de decepcionante, é até perigosa, pois “aos loucos, a sua impressão de bem-estar os leva à perdição” (Pv 1.32). O pastor da igreja em Laodiceia afirmava: “Estou rico e abastado, e não preciso de coisa alguma”, sem saber, no entanto, que ele, na vida real, era infeliz, miserável, pobre, cego e nu (Ap 3.17).
Não haverá uma autêntica sensação de bem-estar se esse sentimento depender de expedientes mecânicos, como a ingestão de álcool. Trata-se de uma euforia artificial, irreal e passageira.
Não haverá uma autêntica sensação de bem-estar se esse sentimento depender exclusivamente de bens que satisfaçam as necessidades de recreio, de segurança financeira, de prosperidade social e intelectual. Jesus declarou conclusivamente que “nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4.4). Se não alimentarmos o espírito, se não tivermos comunhão com Deus, nós desgostaremos da própria vida, da eterna mesmice, da vaidade das possessões, da sabedoria, do trabalho, das riquezas. Concluiremos, como o autor de Eclesiastes, que “tudo é vaidade” (Ec 1.1-5).
Não haverá uma autêntica sensação de bem-estar se esse sentimento depender exclusivamente de bens que valem apenas para o período de vida que vai do berço ao túmulo. Para muitos, é difícil compreender plenamente que “a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lc 12.15-21). Os que vivem com o lema “comamos e bebamos, que amanhã morreremos” (1Co 15.32) só podem ter uma impressão de bem-estar, mas nunca uma sensação de bem-estar.
Retirado de Cuide das Raízes, Espere pelos Frutos, [Elben César]. Editora Ultimato.
