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Disparada de downloads de VPN na Venezuela após operação dos EUA

Bloqueios, blecautes e instabilidade impulsionam busca por ferramentas de navegação protegida e redes sociais

04/01/2026 às 12h17 Atualizada em 04/01/2026 às 12h24
Por: Wagner Albuquerque
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Imagem gerada por inteligência artificial
Imagem gerada por inteligência artificial

O número de downloads de aplicativos de VPN, proxy e carteiras digitais disparou na Venezuela na tarde deste sábado, após a operação dos Estados Unidos que levou à prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A procura cresceu principalmente entre usuários que tentam contornar bloqueios, proteger comunicações e manter acesso à internet durante períodos de instabilidade.

Levantamentos da SimilarWeb e da Appfigures mostram que, no Android, apps como LatLon VPN, ThetaProxy, Kontigo App, Alpha Protect VPN e Squeak Proxy lideraram o ranking de downloads. No iOS, além de VPNs como Super Unlimited Proxy e Proton VPN, também houve aumento na instalação de redes sociais como X e Threads, usadas para buscar informações e relatar o que acontece no país.

Restrições a serviços digitais não são novidade na Venezuela. Nos últimos anos, dezenas de DNS públicos e diversas VPNs foram bloqueados, assim como alguns aplicativos populares, segundo organizações de monitoramento de internet. Moradores relatam que, diante de novos bloqueios e quedas de conexão, o uso de ferramentas de criptografia e navegação segura volta a crescer rapidamente.

A madrugada de sábado foi marcada por relatos de explosões, incêndios, blecautes e sobrevoo de helicópteros militares em Caracas. Em meio ao cenário de tensão e interrupções de energia e internet, muitos usuários recorreram a apps para tentar se manter conectados e informar o que acontecia. O aumento repentino nos downloads reforça como a população busca alternativas digitais sempre que a comunicação é ameaçada.

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