
A SpaceX decidiu alterar a posição de parte dos satélites da Starlink na órbita baixa da Terra. Segundo o vice-presidente de engenharia da empresa, Michael Nicholls, a constelação deve descer da faixa atual de cerca de 550 km para aproximadamente 480 km de altitude. A ideia é “apertar” as órbitas e diminuir as chances de colisões entre os equipamentos em um espaço que está cada vez mais cheio.
A mudança vem após um incidente recente com um satélite da rede, que apresentou uma “anomalia técnica” e saiu de controle. Empresas de monitoramento apontaram que o problema teria sido causado por uma falha interna, possivelmente no sistema de propulsão, resultando na liberação de fragmentos em torno de 418 km de altitude. O caso acendeu o alerta sobre os riscos do tráfego espacial intenso.
Hoje, mais de 24 mil objetos são acompanhados em órbita baixa, e estimativas indicam que esse número pode chegar a 70 mil até o fim da década. Com megaconstelações de internet, como Starlink e o projeto da Amazon, o ambiente fica mais disputado e exige manobras constantes para evitar detritos e choques.
Enquanto ajusta a segurança da rede, a Starlink também avança na expansão do serviço no Brasil. A Anatel aprovou uma ampliação da autorização da empresa, permitindo acrescentar até 7.500 novos satélites além dos 4.408 já previstos. A empresa aposta que operar abaixo de 500 km ajuda a reduzir congestionamento orbital e reforça a prestação do serviço no país.
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